sábado, 15 de junho de 2013

O índio brasileiro é um patrimônio

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Os índios estão sendo assassinados por resistirem à invasão de suas terras. Suas terras são ambicionadas por fazendeiros que se acham no direito de tomar o que não lhes pertence, a terra dos índios. O índio não invadiu terra de ninguém, quer só o respeito e o direito de viver em suas terras. Nunca passou pela cabeça do índio tomar coisa do outro porque existe uma ética. O índio acharia muito estranho esse comportamento humano, tomar o que é do outro.  Mas tem gente que tem a ousadia de querer se apossar do que pertence ao outro. Isso é desonestidade. Principalmente quando se usa o poder que possui com esse objetivo.



MIPIBU: uma cidade que falta o necessário

O poder econômico e político sempre nas mãos das mesmas pessoas representa um profundo atraso na vida da maioria da população. O povo quer emprego e renda para sobreviver, para matar a fome e ser feliz. O povo não quer obras faraônicas para engrandecer nomes que não representam a vida dos mais pobres. O pobre feito massa de manobra é a maior injustiça que se pratica porque a eles não é dado a oportunidade de ter voz e decisão. O voto não está sendo decisão porque os mesmos continuam comemorando. Decisão é cisão, ruptura. É necessário romper com aqueles que se acham donos das pessoas, que se acham poderosos. Eles não sabem? Não representam nada em matéria de justiça, solidariedade e bem comum. E aqueles que se dizem conscientes, tem bonitos discursos mas não são "independentes" porque mantém laços afetivos com os dominantes, aconselho que façam um rompimento com os opressores e venha para o lado dos mais pobres. Se não for assim, o discurso é hipocrisia. (Carlos)

Anuncie Jesus com humildade

Homilia Papa: da graça de Deus brota a salvação do homem



Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou a Santa Missa, esta manhã, na Capela Santa Marta, no Vaticano. Entre os concelebrantes estavam o Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo, o Cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero, acompanhado do seu Secretário e dos sacerdotes e funcionários do mesmo organismo.

Em sua reflexão, sobre a Liturgia do dia, o Papa frisou que “o único modo para receber, realmente, o dom da salvação de Cristo, é reconhecer a nossa fragilidade e nossa condição de pecadores, evitando toda forma de auto-justificação.

Por outro lado, o Santo Padre acrescentou: “Devemos estar cientes de que somos como um vaso de argila frágil, embora contenha um grande tesouro, que nos foi dado gratuitamente. Eis o que é o verdadeiro cristão, seguidor de Cristo! Mas, é precisamente na relação entre a graça e poder de Deus e nós, pobres pecadores, que brota o “diálogo da salvação”.

E, recordando a conversão de São Paulo, o Santo Padre diz que o Apóstolo passou de “perseguidor a perseguido”. Era pecador e se tornou santo. Foi por causa do seu pecado que ele entrou em pleno diálogo com Jesus, que o acolheu como pecador. A chave deste diálogo foi a sua humildade, explicou Papa Francisco:

“Eis o modelo de humildade para nós, padres, sacerdotes. Se nós nos vangloriamos apenas do nosso currículo e nada mais, estaremos errando. Não podemos anunciar Jesus Salvador porque, no fundo, não o sentimos dentro de nós. Mas, conseguiremos anunciá-lo somente com humildade”.
A humildade do sacerdote e do cristão, disse, por fim o Santo Padre, deve ser concreta. Temos dentro de nós um tesouro. Peçamos ao Senhor que nos ajude a ser um vaso de argila para podermos entender e transmitir o mistério glorioso de Jesus. (MT)

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Aqui tem lobos com peles de ovelhas

A teologia não é para condenar mas simplesmente para libertar. Alguém tem problema com a LIBERTAÇÃO? Quem se incomoda com a temática da libertação são os responsáveis pela condenação de milhares de pobres e famintos. Feitos pobres por um sistema do mal, assessorado muitas vezes por pessoas com peles de ovelhas mas são verdadeiros lobos. Vejamos o aspecto histórico: os pobres ficam cada vez mais pobres, sem trabalho, sem salário, sem moradia digna, sem educação de qualidade, sem saúde, sem nada. Foi Schillebeeckx que disse que a teologia da libertação é "o espírito de Medellin materializado numa teologia". A Conferência de Medellin aconteceu em 1968. Aqui, estamos no contexto de 1968 onde os pobres são o resultado da injustiça. E os nossos governantes? Qual é a sensação de um governo fracassado? Ora, um governo que só assiste a desgraça dos mais pobres deve ser demitido. Por que não o são? Claro! Eles tem um seguro que chamamos de ALIENAÇÃO. O Deus em quem acredito fica do lado dos oprimidos, contra a pobreza, a favor dos pobres. 
O que se passava em 1968? Uma ditadura militar que reprimiu principalmente quem pretendia um mundo mais justo. É uma tristeza um país que se diz cristão reprimir seus filhos porque reivindicam melhores condições de vida. Quero lembrar que os repressores jamais alcançarão o nível do ser cristão. Eles podem ser qualquer coisa menos dizer que são cristãos. Podem até mesmo frequentar os mesmos espaços como disfarce. Mas suas práticas não escondem suas intenções. O joio está junto do trigo para confundir. Você um dia pode até mesmo ver um governante, assim como seus assessores, secretários participando das coisas juntos aos fiéis. Eles aparentam uma coisa mas são outra coisa. Jesus Cristo não se rendeu aos presentes dos opressores. E você que se diz cristão? A quem você está servindo? Hipócrita e sepulcro caiado, são todos aqueles que estão a serviço do mal. Só conseguem enganar os tendenciosos.
Vamos rezar para que Deus nos livre dos corruptos, dos ladrões, dos que se apossam das coisas dos outros. Além de rezar precisamos acompanhar suas atividades e denunciá-los. (Carlos Alberto)

Alteridade x Diversidade



AlteridadeXDiversidade
Na vida em comunidade temos conflitos. Quem não quiser tê-los viva sozinho. O Papa Francisco nos disse nestes últimos dias que seria caso de psiquiatria o fato de não querermos viver com amigos e isolados. A vida em comunidade tem, também, esta riqueza: é nela que nos tornamos mais humanos. Diz o salmista que “é bom os amigos habitarem todos juntos” (Sl 133,1). Saibamos que não existe possibilidade de vida comunitária feliz sem o reconhecimento do Outro. Ou será que almejamos viver na comunidade sem estar com o Outro?!
Temos que estar cientes da existência dum problema político a ser aprofundado para o amadurecimento da Democracia na Posmodernidade. A alucinação da subjetividade desconstruiu os paradigmas tradicionais, mas ainda não elaborou epistemologicamente o que deseja para o Ser Humano que está aí, neste momento da História. Existe uma desordem social, porque se confunde o que é o Humano na sua Totalidade. Esta só pode ter Forma se partir do que é essencial para o acidental, e não do acidental para o essencial. Onde é que podemos encontrar o Humano a não ser nele mesmo, com sua individualidade e na Totalidade. Para isto, se faz necessário o “acolhimento da corporeidade como meio do ser para os outros, a corporeidade humana pertence essencialmente a sua personalidade” (R. Spaemann). Quando esta é vista como um dado secundário, desencarnando a subjetividade da sua estrutura biológica, teremos sérios problemas para que a Diferença não torne-se Diversidade, mas sim complementaridade. A falta de aprofundamento antropológico do conceito de Diversidade está ofendendo e confundindo a verdade sobre a Democracia. É sofismático e violento o intento de muitos grupos subjugarem os interesses da maioria dos cidadãos para serem reconhecidos pelos semelhantes. Onde está o problema? Na superficialidade da ideia de Diversidade que é apresentada pelos ideólogos atuais.
Uma proposta que deveria ser pensada nos ambientes acadêmicos que tratam destas questões é a ideia de Alteridade. Pensadores como Emmanuel Levinas e Martin Bubber podem ser referências neste campo. Só pela aceitação do Outro como pessoa, seja (ele/ela) ateu, religioso, negro, branco, agnóstico ou afins, será possível o reconhecimento do Outro como Ser Humano, com direitos e deveres a serem respeitados. O Outro não é o Diverso, O Outro é o Diferente que nos completa pela sua e pela nossa Condição Humana. A Democracia tem que ser pensada na Posmodernidade como meio de Encontro dos Diferentes, não como oposição entre as Diversidades. Nunca haverá a Tolerância, tão estimada pelos Iluministas, sem essa possibilidade prévia de respeito entre os Seres Humanos por aquilo que eles são e não por aquilo que eles não são e nunca poderão ser. Violentar o natural é irracional.
Por fim, temos que ir adiante nesta questão. A realidade é muito complexa e ao mesmo tempo real e verdadeira. Não podemos destruí-la com a mentira e a força. Só a verdade sobre o Ser Humano vai fazê-lo capaz de aceitar as novidades com as quais ele terá que conviver. Mas estejamos atentos! Isto não acontecerá se nós não formos capazes de parafrasear o salmista: “Como é bom que a Humanidade esteja bem unida”! Que o Deus do amor e da paz nos abençoe! Assim o seja!
Pe. Matias Soares
Pároco de São José de Mipibu-RN e Vig. Episc. Sul.           

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os vereadores de Natal estão fazendo suas emendas para o orçamento da Prefeitura em 2014. Cada parlamentar tem direito a R$ 274 mil para destinar à área que julgue mais necessária. Depois de conversar com professores e alunos da rede pública, a vereadora Amanda Gurgel (PSTU) decidiu dedicar sua emenda para a aquisição de 500 quadros brancos e 24 condicionadores de ar. Os quadros irão para cerca de 42 escolas públicas de Natal e os condicionadores de ar vão para bibliotecas em escolas da Zona Norte. “Pode parecer simples, mas não é. Estamos na era da lousa digital, e, mesmo assim, boa parte de nossas escolas ainda tem quadro de giz. Um absurdo. Mudar para o quadro branco não é qualquer coisa. Mudar do giz para o piloto faz toda a diferença para quem está em sala de aula.”, comentou a vereadora Amanda Gurgel. #assessoria

segunda-feira, 10 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

A promoção humana está longe

A promoção humana é uma necessidade dos mais pobres. Existe uma dívida do poder com os mais pobres. Os pobres esperam pela sua promoção humana a partir da geração de renda e emprego, educação de qualidade e saúde. A fotografia da cidade nos mostra um declínio nesse sentido. Falta tudo e não falta a violência, ganância, desemprego e miséria. Uma vergonha. Não tem o que comemorar na cidade. O que sobra para os pobres, quando existe, são atitudes paternalistas. Por outro lado os causadores da pobreza celebram às custas da derrota acumulada dos mais pobres. Isso é uma questão política. Por isso mesmo não sai na mídia esse retrato social. Meu voto é pelo fim da pobreza, a favor dos pobres. (Carlos)