| Vaticano II? Sim! Mas, qual? |
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Brasil eleito para o Conselho de Direitos Humanos
Em votação na Assembleia Geral, país teve 184 votos; Argentina eVenezuela também conquistaram uma das 18 vagas cadeiras para o órgão.Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
A Assembleia Geral da ONU elegeu nesta segunda-feira, em Nova York, o Brasil como um dos 18 novos membros do Conselho de Direitos Humanos. Eram três vagas disponíveis para o grupo da América Latina e Caribe, e as outras duas cadeiras serão ocupadas pela Argentina e Venezuela.
A embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, falou à Rádio ONU em Nova York após a votação.
Apoio
"Esta foi uma eleição muito importante para o Brasil, estamos muito satisfeitos com o elevado nível de apoio que recebemos. Voltamos ao Conselho de Direitos Humanos com o desejo de fortalecer o trabalho coletivo, o trabalho da ONU em favor da promoção e proteção dos direitos humanos."
A votação foi secreta e foram eleitos os países que tiveram a maioria dos votos na Assembleia Geral. O Brasil conseguiu 184 votos e inicia o mandato em janeiro.
Estados Unidos
Entre os países africanos eleitos estão Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa. Cinco países vão representar a Ásia, incluindo Japão e Paquistão. Estados Unidos, Alemanha, Irlanda e Montenegro também conseguiram uma vaga no órgão.
O Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, é formado por 47 membros, baseados em distribuição geográfica e que ocupam a cadeira por um período de três anos. Atualmente, Angola é o único país de língua portuguesa que ocupa uma vaga no Conselho.
O órgão tem a responsabilidade de promover e proteger os direitos humanos em todo o mundo; alertar sobre violações na área e fazer recomendações aos países.
domingo, 11 de novembro de 2012
AUDIÊNCIA GERAL
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É preciso cuidar de nossas crianças
Sou educador por opção de vida. É esse ofício que tento executar cioso da enorme responsabilidade de ajudar os aprendizes a serem protagonistas de sua própria história.
A educação é o passaporte para a liberdade. Quando se oferece educação, oferece-se autonomia. Direitos e deveres ficam mais claros. Possibilidades se ampliam.
Não acredito que algumas crianças nasçam inteligentes e outras, burras. O fator principal é oportunidade. Algumas têm; outras não.
Cuidar da criança é uma questão de justiça. É triste ver, na mesma sociedade, algumas crianças estudando em boas escolas, aprendendo idiomas, praticando esportes, enquanto outras não têm o mínimo necessário para o seu desenvolvimento.
Na campanha para prefeito de São Paulo, vi crianças, na periferia, brincando nas lajes. E vi crianças brincando em clubes dotados de todo tipo de equipamento esportivo. Vi crianças com fluência em inglês e em espanhol e crianças com dificuldades em português. Repito: não é uma questão de inteligência, mas sim de oportunidade.
Outra grande preocupação refere-se às drogas. Estamos perdendo nossas crianças.Elas não nascem com propensão à violência ou à drogadição; apenas não são cuidadas, não são educadas corretamente.
Toda política de combate à violência, além dos aspectos de inteligência policial e de organização da cidade, precisa se preocupar com a prevenção, com a geração que estamos construindo, com as cidades do amanhã, com o Brasil do amanhã.
Fiquei impressionado com a ação de institutos de cultura que desenvolvem talentos e preparam para o futuro.
Fui conhecer o Instituto Baccarelli, na comunidade de Heliópolis. Com as canções daquelas crianças e jovens, uma melodia especial enchia a sala de ensaios. Uma melodia de esperança. Ali, no contraturno da escola, as crianças estudam um instrumento, convivem com a cultura, desenvolvem talentos, aprendem a se respeitar e a perceber que nasceram para grandes feitos.
É preciso um trabalho e um esforço conjuntos das famílias, dos governos e da sociedade civil para que nenhuma criança seja privada do desenvolvimento de seus talentos. O futuro agradece.
Gabriel Chalita é professor, escritor e deputado federal.
Comentário ao Credo do Povo de Deus - II
Escrito por Dom Henrique
Cremos
em um só Deus - Pai, Filho e Espírito Santo - Criador das coisas
visíveis - como este mundo, onde se desenrola nossa vida passageira -,
Criador das coisas invisíveis - como são os puros espíritos, que também
chamamos anjos -, Criador igualmente, em cada homem, da alma espiritual e
imortal.
Tantas
vezes escutamos a afirmação que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus dos
judeus e dos muçulmanos. É verdade até certo ponto. Os cristãos
receberam dos judeus a fé no Deus único: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso
Deus, o Senhor é UM!” (Dt 6,4). Esse é o Deus que tudo criou, que se
manifestou aos patriarcas, que deu a Lei e guiou Israel. É o mesmo Deus a
quem os muçulmanos chamam Alá (= Deus, em árabe). Deus eterno,
infinito, onipotente, santo, mais além e mais aquém de tudo, que tudo
penetra e tudo sustenta e dá consistência. Deus é um: não pode ser
dividido nem multiplicado; Dele nada se pode subtrair, a Ele nada se
pode acrescentar, Nele nada há de mutável! Esta percepção de Deus é
totalmente partilhada por judeus, cristãos e muçulmanos.
No
entanto, nesta unidade perfeita, santa e absoluta, habita um mistério
surpreendente: este Deus absolutamente único, perfeitamente único,
simplesmente único, é ao mesmo tempo eternamente Pai que eternamente
gera de Si, de Sua própria substância divina, o eternamente Filho, numa
eterna geração de amor, que não é algo, mas Alguém, chamado Espírito
Santo. Só para que se entenda um pouco mais: o Pai não é primeiro Deus
para depois ser Pai... Ele só existe como Pai e ser Pai é o que faz o
Seu existir; desse modo o Pai existe porque gera o Filho eterna e
continuamente, como uma fonte, que só existe porque mana água. Do mesmo
modo o Filho, somente existe sendo total e continuamente gerado pelo
Pai, como a água brota ininterruptamente da fonte. Ainda da mesma
maneira o Santo Espírito, que é a própria Geração, na qual o Pai gera e o
Filho é gerado. Poderíamos dizer assim: o é o Gerante, outro o Gerado,
outro a Geração; um é o Amante, outro é o Amado, outro ainda é o Amor.
Os três são eternamente eternos, cada um dos três é totalmente a
divindade toda. Um exemplo: eu não sou a humanidade toda: há bilhões de
seres humanos além de mim, de modo que minha pessoa encarna apenas um
mínimo modo de ser humano. Em Deus não: o Pai é todo Deus e toda
Divindade está Nele completa e perfeitamente. O Filho é todo Deus e toda
Divindade está totalmente Nele, completa e perfeitamente. Do mesmo modo
o Santo Espírito: Nele está toda a Divindade, completa e perfeitamente.
Pense no Pai: Ele não somente é todo Deus, mas também possui toda a
Divindade; do mesmo modo o Filho: somente Ele é todo Deus e somente Ele
tem toda a Divindade! E o mesmo se pode dizer do Espírito Santo: Ele é
total e perfeitamente Deus e toda a Divindade está totalmente Nele!
Assim, os Três são total e absolutamente uma só Divindade, mas um é o
Gerante, outro é o Gerado e outro, a própria Geração. Os Três são um só e
os Três são totalmente diversos um em relação aos outros dois: na
Trindade só um pode gerar, só um pode ser gerado, só um é a própria
Geração, toda presente no Gerante e no Gerado, como o Amor que está todo
no Amante e todo no Amado!
Cremos,
portanto em um só Deus – Pai, Filho e Espírito Santo! Um só é o Nome
divino, acima de todo nome. Isto aparece no próprio modo como os
cristãos invocam o seu Deus: nunca se diz “Em Nome do Pai, em Nome do
Filho e em Nome do Espírito Santo”. Isto seria triteísmo, como se
houvesse três pessoas divinas que são na verdade três deuses unidos
infinitamente no amor e na comunhão. Esta não é e nunca foi e nunca será
a fé da Igreja! Um só é o nome divino, que não pode ser repetido nem
multiplicado! No Nome se exprime a Unidade infinita e nas Pessoas, a
Trindade verdadeira, santa e consubstancial. Por isso mesmo, desde os
primórdios, no momento do Batismo mergulhava-se o catecúmeno três vezes
dizendo: “Eu te batizo em Nome do Pai ( e se mergulhava a primeira vez),
e do Filho (segundo mergulho) e do Espírito Santo (terceira imersão).
Mas, note-se: não se repeta nunca o vocábulo “nome”! Uma advertência
prática: existe um “Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do
Espírito Santo estamos aqui... para louvar, agradecer...” Esta fórmula,
além de totalmente antilitúrgica é herética! Rompe com a norma da
linguagem do cânon trinitário e exprime uma concepção triteísta da santa
e indivisa Trindade. Essa multiplicação de “nomes” rompe totalmente o
equilíbrio da fé no Deus Triuno e deve ser totalmente rejeitada!

Escrito por Dom Henrique
Lei, palmada ou diálogo?Prof. Tania Zagury
Nov/11
Se parece que nossos antepassados conseguiram mais com os jovens do que se consegue hoje, seguramente não foi porque nossos avôs batiam nos filhos... O que ocorreu foi que uma série de fatores se conjugou nas últimas décadas, tornando educar um desafio gigantesco: a influência das novas mídias exacerbando o consumismo; a corrupção (e a impunidade) por parte dos que deveriam dar o exemplo aos mais jovens; a desestruturação da família; a ausência de ambos os pais em casa são apenas alguns deles. Com isso, os pais acabaram perdendo o foco do que é realmente importante. Muitos hoje consideram sua tarefa principal “fazer o filho feliz”, o que acaba resultando em apenas satisfazer desejos e vontades. Anteriormente era “fazer dos filhos, homens de bem”, significando priorizar fundamentos éticos na educação. E isso se alcança com muito diálogo, ensinando a pensar e a não se deixar conduzir por mídias ou grupos. No entanto, é tarefa quase inexequível para quem não tem certeza do que é prioritário.
Em vez de novas leis, o que a sociedade precisa é realocar a ética – para si e para as novas gerações; também fundamental é resgatar conceitos deturpados. Afinal, autoridade não é sinônimo de autoritarismo; democracia e liberdade não significam fazer apenas o que se tem vontade. Como se ensina isso: com lei ou com palmada? Nem com um, nem com outro.
A nossa é a geração do diálogo, a que acreditou que a melhor forma de comunicação interpessoal se faz através da discussão e da troca de idéias. Mas será que, na prática, o diálogo está efetivamente acontecendo? Pais e filhos, professores e alunos, colegas de trabalho estão verdadeiramente sabendo ouvir, falar e reivindicar? Infelizmente, não. São muitos os que não sabem dialogar. Alguns usam o diálogo como bandeiras para alcançarem o que desejam e, em seguida, se mostram autoritários, fazendo com isso grassar a desesperança e a descrença entre os jovens. Outros o abandonam à primeira dificuldade. Entender-se de verdade com o outro, mantendo a ética e o equilíbrio frente a opiniões e objetivos contrários aos seus, é tarefa difícil - e raros são os que dominam tal competência.
Quem é autoridade e deseja exercê-la de forma a congregar, alcançar adesão e favorecer a afetividade - seja pai, chefe ou professor -, deve utilizar o diálogo como forma de busca de entendimento. Todos – líderes e liderados – precisamos estar cientes, porém, de que nem sempre seremos atendidos em tudo. É o que torna o diálogo tão difícil: a expectativa utópica de que, através dele, todos os anseios se concretizem. Ocorre, porém que entendimento não é atendimento. Não se pode supor que só houve diálogo quando atendem a tudo o que desejamos; diálogo é troca, análise, decisão; não é imposição.
No diálogo verdadeiro não há vencedores nem vencidos, há, isso sim, pessoas ou grupos que se ouvem sem pré-julgamentos; há respeito recíproco e intenção concreta de analisar argumentos e reivindicações. E, mais importante: há, ao final, aceitação das decisões tomadas pelo grupo ou pela autoridade - ainda que nem sempre tais decisões contemplem, no todo ou em parte, aquilo que todos e cada um desejavam.
Nov/11
Palmada
no passado era método pedagógico e, portanto, pais e professores tinham
direito legítimo de uso. Mas os estudos evoluíram e hoje sabemos que
castigo físico não garante aprendizagem. Pode até parecer que garante
porque, como ninguém gosta de apanhar, inibe comportamentos inadequados
mais rapidamente. Na ausência do agressor, porém, a atitude criticada
reaparece. O que revela que não houve aprendizagem de fato. Portanto, a
discussão não deve ser se bater deve ser proibido por lei, mas de que
forma conscientizar quem educa - em todas as instâncias - de que, com
objetivos claros, segurança e afeto, se conseguem melhores resultados do
que com agressão física.
Se parece que nossos antepassados conseguiram mais com os jovens do que se consegue hoje, seguramente não foi porque nossos avôs batiam nos filhos... O que ocorreu foi que uma série de fatores se conjugou nas últimas décadas, tornando educar um desafio gigantesco: a influência das novas mídias exacerbando o consumismo; a corrupção (e a impunidade) por parte dos que deveriam dar o exemplo aos mais jovens; a desestruturação da família; a ausência de ambos os pais em casa são apenas alguns deles. Com isso, os pais acabaram perdendo o foco do que é realmente importante. Muitos hoje consideram sua tarefa principal “fazer o filho feliz”, o que acaba resultando em apenas satisfazer desejos e vontades. Anteriormente era “fazer dos filhos, homens de bem”, significando priorizar fundamentos éticos na educação. E isso se alcança com muito diálogo, ensinando a pensar e a não se deixar conduzir por mídias ou grupos. No entanto, é tarefa quase inexequível para quem não tem certeza do que é prioritário.
Em vez de novas leis, o que a sociedade precisa é realocar a ética – para si e para as novas gerações; também fundamental é resgatar conceitos deturpados. Afinal, autoridade não é sinônimo de autoritarismo; democracia e liberdade não significam fazer apenas o que se tem vontade. Como se ensina isso: com lei ou com palmada? Nem com um, nem com outro.
A nossa é a geração do diálogo, a que acreditou que a melhor forma de comunicação interpessoal se faz através da discussão e da troca de idéias. Mas será que, na prática, o diálogo está efetivamente acontecendo? Pais e filhos, professores e alunos, colegas de trabalho estão verdadeiramente sabendo ouvir, falar e reivindicar? Infelizmente, não. São muitos os que não sabem dialogar. Alguns usam o diálogo como bandeiras para alcançarem o que desejam e, em seguida, se mostram autoritários, fazendo com isso grassar a desesperança e a descrença entre os jovens. Outros o abandonam à primeira dificuldade. Entender-se de verdade com o outro, mantendo a ética e o equilíbrio frente a opiniões e objetivos contrários aos seus, é tarefa difícil - e raros são os que dominam tal competência.
Quem é autoridade e deseja exercê-la de forma a congregar, alcançar adesão e favorecer a afetividade - seja pai, chefe ou professor -, deve utilizar o diálogo como forma de busca de entendimento. Todos – líderes e liderados – precisamos estar cientes, porém, de que nem sempre seremos atendidos em tudo. É o que torna o diálogo tão difícil: a expectativa utópica de que, através dele, todos os anseios se concretizem. Ocorre, porém que entendimento não é atendimento. Não se pode supor que só houve diálogo quando atendem a tudo o que desejamos; diálogo é troca, análise, decisão; não é imposição.
No diálogo verdadeiro não há vencedores nem vencidos, há, isso sim, pessoas ou grupos que se ouvem sem pré-julgamentos; há respeito recíproco e intenção concreta de analisar argumentos e reivindicações. E, mais importante: há, ao final, aceitação das decisões tomadas pelo grupo ou pela autoridade - ainda que nem sempre tais decisões contemplem, no todo ou em parte, aquilo que todos e cada um desejavam.
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