quinta-feira, 20 de setembro de 2012



Show com Padre Zezinho é cancelado




O show com o cantor católico Padre Zezinho, marcado para o próximo domingo, 23, em Natal, foi cancelado. O motivo do cancelamento é que o padre foi acometido de uma estafa, em alto grau, está internado e, por recomendação médica, não poderá vir a Natal, realizar o show.

 O evento tinha caráter beneficente. A renda seria destinada às obras de construção do Mosteiro das Irmãs Carmelitas Descalças, em Emaús. As monjas chegaram à Arquidiocese de Natal há pouco mais de dois anos e, desde então, residem em mosteiro provisório, situado também no bairro de Emaús.

 A Arquidiocese de Natal apela para que as pessoas que compraram o ingresso do show, antecipadamente, doem o valor para a construção do Mosteiro. “Padre Zezinho não cobrou cachê para vir se apresentar, em Natal, uma vez que o dinheiro arrecadado com o show seria para as obras do Monteiro das Irmãs Carmelitas. Por isso, fazemos um apelo às pessoas que já haviam adquirido o ingresso, para que não queiram o dinheiro de volta, pois ele será doado às monjas e será empregado na construção da sede própria do Carmelo”, diz Monsenhor Lucas Batista, um dos organizadores do show.

A obediência nos leva à salvação





Quinta-Feira, 20 de setembro 2012
A obediência nos leva à salvação
O Senhor compreende as nossas fraquezas, os nossos erros e pecados porque também Ele passou por todas as situações pelas quais nós passamos, menos pelo pecado. Ele passou por todos os sofrimentos, não somente no alto da cruz, mas já no seu nascimento. Imagine ter um filho na situação em que Maria teve seu Filho. Logo depois veio a perseguição de Herodes, e eles tiveram de fugir para o Egito, atravessar aquele deserto e viver como estrangeiros.

Jesus é um sacerdote, o intercessor entre nós e Deus, entre a terra e o céu. É Ele quem traz o perdão, a misericórdia e a bondade de Deus para nós. Ele compreende a nossa situação porque passou pelos mesmos sofrimentos pelos quais passamos. Eu duvido que tenhamos sofrido o que Ele sofreu. A vida pública d'Ele foi uma verdadeira perseguição. Não há um momento no Evangelho em que Ele não tenha sido perseguido, contestado pelos fariseus, pelos doutores da Lei e pelo próprio povo.

"Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem" (Hebreus 5,7-9).

Os apóstolos ficaram assustados com o que Jesus estava vivendo. Pedro, Tiago e João viram-no clamar ao Pai, sozinho, no escuro, entre lágrimas, clamando Àquele que era capaz de salvá-Lo da morte. O seu próprio povo O condenou porque Ele declarou que era o Messias, o Filho de Deus e porque Ele não era como este esperava que fosse.

Meus irmãos, Jesus aprendeu o que é obediência porque foi ao extremo, e graças a ela nos salvou! Todos nós precisamos aprender a viver essa virtude porque nos preocupamos demais com coisas que, muitas vezes, não têm tanta importância ou que não temos como modificá-las, e assim, nos desesperamos diante dos problemas. Por causa disso, decepcionamo-nos com Deus e nos afastamos d'Ele. Isto não é ser filho, não é obedecer. Peçamos essa graça – fundamental para todos nós – a Deus para que sejamos verdadeiros cristãos.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
 Fundador da Comunidade Canção Nov

Três prioridades para superar crise de vocações


Entrevista com uma religiosa dominicana

Por Kathleen Naab
NASHVILLE, terça-feira, 29 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Existem 3 prioridades na promoção de vocações à vida religiosa e sacerdotal, explica uma religiosa dominicana com 15 anos de experiência no trabalho vocacional: educação, devoção sacramental e pastoral juvenil.
A Irmã Catherine Marie Hopkins agora é diretora executiva do campus Dominicano em Nashville, onde as Religiosas Dominicanas de Santa Cecília dirigem a Overbrook School, a Academia Santa Cecília e o colégio universitário Aquinas.
Recentemente nomeada membro do Conselho Nacional dos Bispos dos Estados Unidos, a Irmã Hopkins afirma que os jovens, para poderem descobrir o chamado de Deus, precisam tanto da oração como da evangelização.
Zenit falou com a Irmã Hopkins sobre o apoio às jovens que estão discernindo uma vocação à vida consagrada e sobre como ela descobriu seu chamado.
- Você trabalhou durante 15 anos como diretora vocacional de sua ordem. Qual foi o segredo para encontrar sua própria vocação? Sua experiência ajudou outras mulheres a discernirem sua vocação também?
- Irmã Hopkins: O segredo para encontrar minha própria vocação foi perceber que Deus tinha um plano para mim e que eu precisava descobrir exatamente qual era. Comecei a sentir uma inquietude interior e ter o pensamento de que Deus poderia estar me pedindo algo; rapidamente percebi que se Ele estava me chamando, tudo o que eu precisava para responder deveria ser proporcionado por Ele também.
Isso me deu uma enorme liberdade e minha inquietude foi substituída por uma atração muito forte.
Eu tinha 24 anos e era muito feliz, mas não estava em paz, já que não podia dizer com segurança qual era a vontade de Deus para a minha vida. Tudo o que eu sabia com certeza era que a missa diária me deixava faminta de mais e, assim, fui em busca de onde poderia arraigar mais profundamente meu desejo crescente de entregar-me. Finalmente, informei-me sobre a vida religiosa para poder segui-la com clara consciência. Quanto visitei nossa comunidade e vi uma alegria muito tangível, zelo juvenil e uma longa história de fidelidade, o medo foi diminuindo, dando espaço a uma nova convicção de que isso era o que Deus havia pensado para mim.
Ou seja, minha experiência me ajudou depois, como diretora de vocações, a compreender que o discernimento se produz longe de precisões e no meio do silêncio desafiante da oração. Quanto busquei a vontade de Deus, eu procurava conselhos e fiz um montão de perguntas, mas buscava uma decisão que, ao mesmo tempo em que era informada, surgisse com a força de uma convicção interior que eu reconheci como proveniente de Deus.
As religiosas dominicanas em Nashville compreenderam que não era questão de recrutamento, mas de «exposição».
Como diretora de vocações, considerei um ponto a respeitar: a delicada luta interior pela qual muita gente deve passar. Meu trabalho não era vender, mas propor a beleza de nossa vida e expor as jovens a ela através de uma visita ou de uma experiência de retiro. Tinha de ajudar aquelas que tinham a inclinação, mas lutavam com a incerteza, a perceber que o simultâneo temor e atração que sentiam era normal; e que um senso de incerteza não é algo ruim, já que realmente ninguém é «digno» dos divinos esponsais! Fazer a escolha significa deixar totalmente de lado a mentalidade de construir uma carreira para perceber que a vida religiosa é entregar-se a um amor sem limites.
- Você tem 3 irmãos sacerdotes. Acha que existe uma estratégia diferente para o discernimento e o fomento da vocação de mulheres jovens que de homens? Como?
- Irmã Hopkins: Minha experiência foi que, em geral, os homens dedicam um longo tempo ao processo de discernimento quando se trata de casamento ou de vida religiosa. Quando uma mulher tem uma «convicção», normalmente está impaciente por começar o processo.
Eu me pergunto se os homens tendem a intelectualizar no começo, enquanto a maioria das mulheres começa intuitivamente e de forma privada. Podem lutar muito tempo antes de admitir que estão considerando a idéia, mas uma vez que já discerniram, é muito mais um assunto de coração e passam dos temores passados e laços naturais a oferecer o dom de si sem reservas.
Os homens precisam equilibrar seu discernimento com a devoção e as mulheres precisam conscientemente ancorar o processo em uma compreensão intelectual do chamado.
Ao guiar mulheres no discernimento, a idéia esponsal é uma atração considerável, dado que estamos programadas, por nossa natureza feminina, ao amor e a alimentá-lo de uma forma única. Eu havia tido aspirações a formar uma grande família e cheguei a compreender que Deus não me pedia que negasse este desejo, mas que o ampliasse!
Tanto homens como mulheres precisam saber que o desejo de contrair matrimônio não é somente bom, mas que é inclusive necessário, se a pessoa está considerando a vida religiosa. A ausência desse desejo natural pode indicar um problema de egoísmo ou uma dificuldade para dar ou receber amor. Tal limitação emocional deveria tornar impossível a felicidade na vida religiosa.
Com relação aos meus irmãos, cada um deles foi diferente no discernimento. Falar sobre eles é fazer um estudo real sobre temperamentos. Eu costumava coloca-los como exemplos para ilustrar que não existe um «tipo» de pessoa à qual Deus chama, mas que cada um de nós, com nosso caráter único, pode contribuir de maneira única. E sim, meus irmãos são «tipos únicos». Nós não nascemos sendo religiosos e temos de recordar às pessoas que éramos como a maioria dos jovens; nenhum de nós sentia uma inclinação a ser «mais provavelmente religioso» no Ensino Médio. Este fato dá esperança.
- Existem algumas ordens, tanto de homens como de mulheres, incluindo a sua, que tiveram um enorme crescimento nas últimas décadas. Em sua opinião, qual é o segredo desse crescimento?
- Irmã Hopkins: Acho que o segredo para crescer em vocações está no testemunho de vivência gozosa de um ideal que é leal, eucarístico, fiel à Igreja e aos seus ensinamentos. Vive-se numa vida de comunidade vibrante e arraigada na oração. Isso foi o que experimentei com as religiosas dominicanas de Nashville.
Acho que os jovens de hoje são idealistas como sempre foram, e buscam uma forma de canalizar seu zelo e encontrar suporte para um desejo de crescer em santidade. Não acho que atraiam fantásticos programas ou espiritualidades complicadas, mas sim uma simples fidelidade.
Há movimentos do Espírito santo que acendem fogo em muitas direções hoje, que estão alcançando um momento significativo e deveriam encher-nos de esperança. O Conselho de Superiores Maiores (CMSWR) é uma organização de comunidades religiosas que estão comprometidas em viver o essencial da vida religiosa e se apóiam mutuamente. Eu recomendaria às jovens que desejam conhecer a vocação religiosa uma visita ao site do CMSWR, para ver as muitas comunidades que estão crescendo hoje, apesar de informações em sentido contrário.
- Muitos falam, de fato, de crise de vocações e de fim das vocações sacerdotais. E as vocações de religiosas? A crise está chegando ao seu fim?
- Irmã Hopkins: As religiosas foram a espinha dorsal do serviço social, educação e cuidado social nos Estados Unidos. A diminuição no número do número de mulheres que entram na vida religiosa teve um impacto nestes campos e passarão muitos anos antes de ver uma recuperação definitiva.
Tenho que recordar, no entanto, que o Espírito Santo não está limitado pelas pesquisas Gallup ou pregações dos estudos sociológicos.
Considere a simplicidade e tenacidade da beata Teresa de Calcutá, em um tempo em que o número de religiosas estava declinando. Sua resposta ao chamado de Deus produziu uma nova ordem religiosa que cresceu até 4 mil religiosas, e uma fraternidade de religiosos associada de 300 membros, e mais de 100 mil voluntários leigos, que atuam em 610 missões, em 123 países.
O que o nosso mundo precisa é de mais Madres Teresas, pessoas com zelo, humildade e amor sem medo. Nos últimos 20 anos, eu vi como aumenta, tanto em número como em qualidade e abertura, a quantidade de mulheres que se interessam pela vida religiosa. Dado o fato de que nossa cultura não apóia tais idéias, está claro que isso só se explica pela graça.
- Você foi recentemente nomeada para fazer parte do Conselho Nacional dos Bispos dos Estados Unidos. A partir da visita de Bento XVI ao país, quais são as prioridades que você vê para o fomento de vocações nos Estados Unidos?
- Irmã Hopkins: Penso que para fomentar as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, as 3 principais prioridades deveriam estar nas áreas da educação, devoção sacramental e uma pastoral juvenil que exponha os jovens tanto à oração como à evangelização.
Os jovens estão famintos de aprender a fé e reconhecer o caráter irracional do relativismo. Eles têm um desejo natural de «conhecer» a Deus e terão mais probabilidade de entregar-se a uma vida dedicada a Ele se forem educados na fé. Acho que esta geração está disposta a compreender a necessidade desse enfoque apostólico, dada a confusão e o sofrimento que sua ausência provocou. É importante que a Igreja continue reforçando a educação católica que seja bem centrada, que seja fiel e que esteja arraigada na excelência.
A devoção aos sacramentos é chave para descobrir e para alimentar uma vocação. Quando os jovens se beneficiam da recepção regular da Eucaristia, quando procuram a confissão e começam a desenvolver uma vida religiosa, então o chamado de Deus tem uma oportunidade para ser escutado. A adoração eucarística está produzindo muitas vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, algo lógico quando se considera que o tempo dedicado à presença de Deus oferece luz e calor às nossas almas.
Existe um movimento do Espírito Santo em ato que cresce em intensidade quando os jovens se influenciam afetivamente uns aos outros. Não existe nada mais poderoso que o testemunho dos jovens que se esforçam por conhecer e fazer a vontade de Deus. O amor não pode ficar escondido, e quando descobrimos a pessoa de Cristo, é natural experimentar uma compulsão interior a compartilhar essa descoberta com outros.
A pastoral juvenil que prepara para a conversão, para a devoção, e que expõe a boas influências teve êxito na hora de produzir vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Certamente, é importante para os jovens estar em relação com sacerdotes e religiosas que vivam alegre e fielmente esse compromisso.
O Papa Bento XVI expôs isso maravilhosamente aos jovens com os que se encontrou em Dunwoodie, em sua viagem aos Estados Unidos, quando os desafiou dizendo: «Procurai um estilo de vida caracterizado autenticamente pela caridade, pela castidade e pela humildade, imitando Cristo, o Sumo e Eterno Sacerdote, de quem deveis chegar a ser imagens vivas».
Mais informação em www.nashvilledominican.org ou no Council of Major Superiors of Women Religious: www.cmswr.org.







           OS DIREITOS DO RIO POTENGI
1º ) O Rio Potengi tem direito de ser limpo.
2º ) O Rio Potengi tem direito de ser bem tratado.
3º ) O Rio Potengi tem direito a cuidados especiais.
4º ) O Rio Potengi tem direito a carinho.
5º ) O Rio Potengi tem direito a ajuda.
6º ) O Rio Potengi tem direito a uma vida melhor.
7º ) O Rio Potengi tem direito de ser limpo por toda a população.
8º ) O Rio Potengi tem direito de ser ajudado pela prefeitura.
(Se ajuda a copa do mundo também pode ajudar o rio)
9º ) O Rio Potengi tem direito de ter peixes e ser limpo.
10º ) O Rio Potengi tem direito de ser preservado.
11º ) O Rio Potengi tem direito de ser protegido do lixo.
12º ) O Rio Potengi tem direito de ser livre.
13º ) O Rio Potengi merece limpeza.
14º ) O Rio Potengi tem direito de ser respeitado.
15º ) O Rio Potengi tem direito a limpeza permanente.
16º ) O Rio Potengi tem direito de não ser poluído pelas indústrias.
17º ) O Rio Potengi tem direito de ser avaliado.

          Autores: Alunos do 5º ano A matutino / Profº Carlos Alberto
Pastoral das Favelas: 35 anos de história
19/09/2012
Raquel Araujo A+ a- Imprimir Adicione aos Favoritos RSS Envie para um amigo

Criada em 1976, na gestão do então Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugenio Salles, a Pastoral das Favelas completa, em 2012, 35 anos de existência. Ao longo destes anos de história, a Pastoral mostra a preocupação da Igreja junto aos mais necessitados ao promover dignidade humana e cidadania em favor dos moradores das comunidades. Para marcar os 35 anos, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, irá presidir a Santa Missa no próximo domingo, 23 de setembro, às 16h, na Comunidade Santa Marta.

Na década de 80, a Pastoral das Favelas criou associações de moradores e se empenhou em conscientizar as pessoas sobre o seu direito à cidadania e participação delas como forma de transformar a sociedade. A década de 90 foi marcada pelos diálogos com as ONGs e os poderes públicos. Além disso, cada comunidade ganhou uma capela. A Pastoral continua, até hoje, atuante, apoiando os moradores carentes, visando à solução dos problemas de moradia.

A Pastoral das Favelas realiza reuniões mensais de fortalecimento e formação com os núcleos em diversas comunidades, promove encontros com o poder público, a fim de estreitar o relacionamento com as comunidades, além de organizar encontros com agentes e lideranças para a reflexão de questões atuais à luz do Evangelho.

A história da Pastoral das Favelas já foi contada, inclusive em um documentário. “Pastoral das Favelas – Vida Apesar de Tudo” mostrou um pouco da atuação da Igreja Católica nas comunidades, em especial, a presença diante dos moradores que são retirados de suas casas pelo poder público.

Na época do lançamento do documentário, o Coordenador da Pastoral das Favelas, Monsenhor Luiz Antônio Lopes, ressaltou a capacidade que a Igreja tem de mobilizar tantas pessoas que se colocam à disposição para ajudar os menos favorecidos.

— Durante toda a caminhada da Igreja, ela sempre esteve presente do lado dos mais pobres. Hoje, trabalhar “para os pobres” é um desafio, mas, na Pastoral, nós aprendemos a trabalhar “com os pobres”, isto é, juntamente com eles. No nosso quadro de agentes, todos moram dentro das comunidades, conhecem a realidade dessas pessoas e do local.

A agente da Pastoral das Favelas do Vicariato Suburbano, Érica dos Santos, destacou a importância do trabalho da Pastoral das Favelas.

— (...) A história da Pastoral das Favelas é muito importante para colaborar com a organização e mobilização dessas comunidades, concluiu.
* Foto: Arquivo
Papa considera visita ao Líbano como sinal profético de paz

Jéssica Marçal
Da Redação



Arquivo/CTV



''Acho que chegou o momento de dar juntos um testemunho sincero e decisivo contra as divisões, contra a violência, contra as guerras'', diz o Papa

Na catequese desta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI recordou os momentos de sua estadia no Líbano no último fim de semana por ocasião da entrega da Exortação Apostólica pós sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Para Bento XVI, os dias passados no país foram “uma bela manifestação de fé e de intensa religiosidade e um sinal profético de paz”.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI - Viagem Apostólica ao Líbano - 19/09/2012
.: Todas as notícias do Papa no Líbano

Mesmo diante das circunstâncias difíceis, o Papa disse que esta foi uma viagem que ele realmente quis fazer. Isso porque ele considerou que “um pai deve ser sempre próximo aos seus filhos quando encontram graves problemas”.

O Papa relatou que, tendo em vista os sofrimentos e dramas vividos na região do Oriente Médio, ele manifestou sua sincera proximidade às aspirações da população, levando uma mensagem de encorajamento e de paz.

Para ele, o povo do Líbano e do Oriente Médio teve, durante sua visita, uma importante experiência de respeito mútuo, compreensão e fraternidade, o que constitui sinal de esperança para a humanidade.

“Os muçulmanos me acolheram com grande respeito e sincera consideração, sua constante e participante presença deram-me a oportunidade de deixar uma mensagem de diálogo e de colaboração entre Cristianismo e Islamismo: eu acho que chegou o momento de dar juntos um testemunho sincero e decisivo contra as divisões, contra a violência, contra as guerras”.

Bento XVI lembrou ainda o momento da assinatura da Exortação Apostólica, o que aconteceu após a cerimônia de chegada. “Naquela circunstância convidei os católicos médio-orientais a fixarem o olhar em Cristo crucificado para encontrarem a força, também em contextos difíceis e dolorosos, de celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança e da unidade sobre a divisão”.

Sobre o encontro com os Chefes da Comunidades religiosas muçulmanas, Bento XVI disse que a reunião desenvolveu-se  com diálogo e benevolência recíprocos e destacou a necessidade de diálogo e cooperação entre os povos.

“Agradeço a Deus por este encontro. O mundo de hoje precisa de sinais claros e fortes de diálogo e cooperação, do que o Líbano tem sido e deve continuar a ser um exemplo para os países árabes e para o resto do mundo”.

Já em seu encontro com os jovens, o Papa recordou que os encorajou a serem firmes na fé e desenvolverem um relacionamento pessoal mais profundo com Cristo. Ao ver jovens cristãos e muçulmanos fazendo festa em harmonia, Bento XVI encorajou-os também a construírem juntos o futuro do Líbano. “A concórdia e a reconciliação devem ser mais fortes do que as forças da morte.

Por fim, o Santo Padre disse que, diante da multidão de fiéis reunida na Santa Missa, em seu último dia de visita ao país, quis exortar todos a viverem a fé e a testemunhá-la sem medo. Ele acredita que isso deve ser feito tendo em vista a vocação do cristão e da Igreja de levar o Evangelho a todos sem distinção, como fez Jesus.

“Tenho certeza de que o povo libanês, em sua multiforme e sólida composição religiosa e social, saberá testemunhar com um novo apreço a verdadeira paz, que nasce da confiança em Deus”, disse.