sábado, 3 de novembro de 2012


Catecismo da Igreja:
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição.  

"Ao morrer, reencontramos nossos mortos queridos. Não estaremos no vazio do nada,mas adentraremos o sítio do amor, da plenitude"(Karl Jaspers)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PALAVRAS DE ENCERRAMENTO DO CONGRESSO PAROQUIAL

O Congresso Eucarístico Paroquial foi um grande investimento na vida da paróquia. As palavras do Padre Matias Soares diz aquilo que foi o Congresso. A nossa caminhada continua firme e forte.

CONVERSA COM MARCELO BARROS

Conversa, quinta feira, 01 de novembro 2012

Hoje visitei o centro histórico de San Juan de Porto Rico. Uma cidade linda, patrimônio da humanidade que me lembra muito Havana antiga, agora restaurada em todo o seu esplendor. Ali descobri que a ilha de Porto Rico foi invadida pelos holandeses em 1625, um ano depois de terem invadido a Bahia. Também me chocou o fato de tudo ser em inglês e com bandeira norte-americana. A senhora que me guiou me contou que os norte-americanos tinham derrubado todos os coqueiros para que aquela área fosse mais desprotegida e ninguém pudesse se aproximar do Morro sem que eles vissem. Depois uma conversa com o bispo de Caguas, Mons. Ruben Gonzalves. Recebeu-me muito amigavelmente. Sobre a política, me disse que o povo é dividido e fala pouco disso. Tive a impressão de uma boa pessoa, simples e acessível. 
Aos cristãos daqui perguntei: E a Igreja? Eles me responderam: não se compromete como Igreja a não ser pelos valores morais e espirituais.... Mas, o que são esses valores? Eles não teriam também dimensão política. 
Aqui fiquei muito contente com a notícia de que no Brasil, os nossos irmãos indios Kaiowá do Mato Grosso do Sul conseguiram chamar a atenção sobre a sua realidade e a justiça voltou atrás e sustou o decreto de expulsão dos indios de sua terra ancestral. Graças a Deus. Mesmo de longe, celebro com eles essa vitória que também foi vitória de tanta gente que divulgou a notícia e a denunciou. Bendito seja Deus. 
Hoje à noite terei o lançamento da agenda latino-americana 2013. Vou ter de falar sobre economia e espiritualidade. E parece que no auditório estarão muitos economistas. Que Deus me ilumine.

‘Temporada de Caça’ Ilegal a Aves Expõe Tráfico de Animais no Brasil

Filhote de papagaio é alimentado no Cras
Filhote de papagaio é alimentado por veterinária em centro de recuperação em São Paulo
O período de vai setembro a dezembro é a época de reprodução da arara e do papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), duas das principais vítimas do mercado negro de animais silvestres no Brasil. Esse é também o período em que as autoridades mais registram ocorrências do tráfico ilegal dessas aves e de outros animais. Os criminosos retiram as aves de seus ninhos em troncos de árvores enquanto elas ainda estão nos ovos ou não têm penas para voar. Um filhote de papagaio-verdadeiro é vendido aos traficantes, por sitiantes e trabalhadores rurais do interior do país, por cerca de R$ 30.
A ave é então revendida ilegalmente pelos criminosos por R$ 150 em feiras do sudeste do país. O filhote também pode receber uma anilha falsa e ser vendido por até R$ 1.000 – como se sua origem fosse um criadouro legalizado. Além das aves, também são vítimas do comércio ilegal animais como cobras, peixes ornamentais, macacos em risco de extinção e até anfíbios – usados em pesquisas científicas por indústrias farmacêuticas.
Só neste ano, a Polícia Federal apreendeu em suas operações quase 14 mil animais silvestres. A maior parte deles pássaros – cerca de 13 mil. Apesar de variar muito anualmente, o número de animais apreendidos pelo órgão vem crescendo. Em 2007, foram menos de 500 espécimes recuperados. Os policiais dizem acreditar que o número de animais apreendidos seja apenas uma pequena parte do número de espécimes contrabandeados. O Ibama – órgão responsável pela fiscalização – foi procurado pela BBC Brasil para comentar o assunto, mas decidiu não se manifestar.

Rotas

A maior parte dos animais silvestres apreendidos pela polícia foi capturada por criminosos nas regiões norte e nordeste do país, segundo o delegado Adalto Machado, da Delemaph (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico) da Polícia Federal de São Paulo.
Mas, segundo ele, um grande número de animais também procede de Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e até do Uruguai. Depois de capturados por moradores locais, os bichos são vendidos para traficantes que os escondem às centenas em carros de passeio. Na viagem até São Paulo, os animais enfrentam a superlotação das gaiolas, o calor e às vezes até a falta de água e comida.
Quando chegam ao local de revenda, os animais normalmente ficam escondidos em cômodos pequenos e sujos. Cerca de 20% deles morrem na viagem ou até dez dias após terem sido apreendidos pela polícia, segundo a veterinária Liliane Milanelo, do Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) do governo de São Paulo.
“Eles chegam (em centros de recuperação) com elevado grau de estresse, algumas vezes com lesões permanentes, fraturas e olhos furados, devido à aglomeração. Chegam também desidratados, com desnutrição e alguns animais em óbito, infelizmente”, disse ela.
O delegado Machado afirmou que, segundo investigações da PF, uma parte dos animais silvestres que chegam a São Paulo é enviada ao exterior – principalmente para a Europa e os Estados Unidos.
As principais rotas de saída do Brasil são voos para Portugal e rotas terrestres que cruzam as fronteiras com a Argentina e o Uruguai.

Recuperação

Os animais vítimas de traficantes que são recuperados pela polícia são enviados para centros especiais de recuperação. Neles, são identificados, marcados e separados segundo espécies e idade. Recebem então uma avaliação clínica. Segundo a veterinária Mila Nelo, os que estão doentes passam por cirurgias ou tratamentos com medicamentos. Aqueles que estão desnutridos ou estressados são submetidos a um processo de reabilitação.
Ele inclui treinamentos para obter comida sozinho, voar – no caso das aves – e para evitar a aproximação das pessoas. Os animais aguardam então a formação de lotes para que sejam enviados em grupo aos seus Estados de origem, onde são soltos na natureza.
Contudo, segundo ativistas, o Ibama não tem capacidade para dar esse tipo de tratamento a todos os animais apreendidos. O órgão passa por um processo de descentralização, mas ainda não tem locais de reabilitação suficientes para atender a demanda. Para tentar resolver o problema, credencia entidades estaduais ou privadas para receber os animais. (Fonte: BBC Brasil)
Acordo fracassado PDF Imprimir E-mail
ImageNações fracassam em acordo para proteger mares ao redor da Antártida
Importantes nações não conseguiram chegar a um acordo nesta quinta-feira (1) para a criação de grandes áreas marinhas protegidas na Antártida, dentro de um plano para intensificar a conservação de espécies como baleias e pinguins em torno do continente gelado.
A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR, na sigla em inglês) concordou, no entanto, com a realização de uma sessão especial na Alemanha em julho de 2013 para tentar romper o impasse depois do encontro de 8 de outubro a 1o de novembro em Hobart, na Austrália.
Ambientalistas criticaram a falta de acordo sobre novas áreas marinhas protegidas no Mar de Ross e no Leste da Antártida, que abriga pinguins, focas, baleias e aves marinhas, bem como estoques valiosos de krill.
"Estamos profundamente desapontados", disse à Reuters Steve Campbell, da Aliança Oceano Antártico, que agrupa organizações de conservação, no final da reunião anual da CCAMLR. Ele contou que a maior resistência veio da Ucrânia, Rússia e China.
Ambientalistas disseram que os Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Nova Zelândia estão entre os países que pressionam por um acordo sobre novas zonas protegidas.
Algumas frotas de pesca estão rumando para o sul porque os estoques estão esgotados mais perto de casa e algumas nações se preocupam com o fechamento de grandes áreas dos oceanos. A CCMALR é composta por 24 Estados-Membros e a União Europeia.
"Este ano, a CCAMLR se comportou como uma organização de pesca em vez de uma organização dedicada à conservação das águas da Antártida", disse Farah Obaidullah, do Greenpeace.
Entre as propostas, um plano EUA-Nova Zelândia teria criado uma área protegida de 1,6 milhão de quilômetros quadrados no Mar de Ross -- aproximadamente do tamanho de Irã.
E a UE, Austrália e França propuseram uma série de reservas de 1,9 milhão de km² no Leste da Antártida -- maior do que o Alasca.
Na semana passada, o ator Leonardo di Caprio lançou uma petição para proteger os mares em torno da Antártida com o grupo de campanha Avaaz, dizendo que "as baleias e pinguins não podem falar por si, por isso cabe a nós defendê-los".
Em 2010, os governos estabeleceram a meta de ampliar as áreas protegidas para 10 por cento dos oceanos do mundo para salvaguardar a vida marinha do excesso de pesca e outras ameaças, como a poluição e alterações climáticas. Em 2010, o total era de 4 por cento.
A CCAMLR disse em um comunicado que os membros haviam identificado várias regiões do Oceano Antártico que merecem elevados níveis de proteção.
"Essas áreas importantes podem fornecer uma referência para pesquisa científica sobre os impactos das atividades, como a pesca, bem como oportunidades significativas para monitorar os impactos das mudanças climáticas no Oceano Antártico", disse.
(Por Alister Doyle, em Oslo)
Fonte: IG
02.11.2012

Odetinha: a pequena candidata carioca aos altares

A Congregação para as Causas dos Santos aprovou “nihil obstat”, nesta quarta-feira, 31 de outubro, que o processo da candidata carioca aos altares, Odette Vidal de Oliveira, mais conhecida como “Odetinha” tenha início. Mística da Eucaristia, ao receber a comunhão, com apenas 7 anos de idade, ela já tinha abertura de coração para pedir: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”.
Reconhecendo sua fé viva, sua confiança inabalável e intenso amor por Deus e pelo próximo, a Igreja no Rio de Janeiro criou uma comissão coordenada pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, para apresentar a candidata oficialmente à Congregação para as Causas dos Santos.
— O primeiro passo foi apresentar a Odetinha, fazendo o pedido oficial à Congregação para as Causas dos Santos, para darmos o início às pesquisas. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, abençoou e assinou esse nosso pedido e, agora, a Congregação já responde àquilo que nós estávamos esperando, que é o “nihil obstat”. O próximo passo é a abertura do processo arquidiocesano. Temos como projeto que, no dia 18 de janeiro de 2013, durante a festa de São Sebastião, se faça essa abertura, quando Dom Orani vai nomear o tribunal, com todos os responsáveis e, a partir daí, a equipe vai convocar todas as pessoas que por ventura tiveram contato com a Odetinha, para que as mesmas respondam perguntas a seu respeito. A ideia inicial é que também, no dia 20 de janeiro, tenhamos uma Missa na Catedral, onde seja designada a Igreja para a qual Odetinha será levada e onde vão ficar suas relíquias. Teremos a exumação de seu corpo e uma série de atividades vão acontecer até o mês de janeiro, preparando tudo isso, contou Dom Roberto.
Breve Histórico
Odette Vidal de Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1930. Chamada carinhosamente pelos pais de “Odetinha”, lírio de pureza e caridade, dotada de um amor extraordinário a Jesus Eucarístico, ia à missa com sua mãe. Desde muito pequena, aos quatro anos, já possuía colóquios íntimos com o Senhor Sacramentado.
Tendo se mudado para o bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, fez a sua Primeira comunhão no Colégio São Marcelo, da Paróquia Imaculada Conceição, ao lado de sua casa, em 15 de agosto de 1937, aos sete anos de idade. Desde então, ao receber a comunhão, dizia: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”. Seu confessor atestou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amor a Deus e ao próximo.
Demonstrou profunda caridade para com os pobres e a busca da santidade de forma impressionante e extraordinária para uma criança tão nova. Inserida de fato na causa de promoção dos mais carentes, gostava muito de ajudá-los com obras concretas de misericórdia, e atividades caritativas semanais (sua mãe fazia uma feijoada aos sábados para os pobres a seu pedido e ela colocava seu avental e servia a todos alegremente). Irradiou e inspirou uma imensa obra social, assumida com seriedade pelos seus pais, tornando-os grandes apóstolos da caridade por toda sua vida. Estes colaboraram efetivamente com muitos Institutos de Vida Religiosa, salvando alguns da falência, além do trabalho com as meninas órfãs (um pedido de Odetinha), até hoje administrado por religiosas e voluntários.
Sua piedade explica o segredo de todo o bem que realizou com máxima paciência, admirada por todos até o fim. A modéstia e o pudor foram um grande sinal de uma alma pura e boa, nos divertimentos mais inocentes de sua infância. Amava os lírios e rezava o terço diariamente, revelando, assim, sua confiança total em Nossa Senhora. Queixava-se, ainda, pelo fato de São José, que tanto trabalhou e sofreu por Jesus e Nossa Senhora, ser tão pouco honrado.
Nos últimos quarenta e nove dias de sua vida sofreu dolorosa enfermidade – paratifo, suportada com paciência cristã. No leito de dor, dizia: “Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres (Cf. Ef. 5, 1-2)”. No dia de sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 1939, Odetinha recebeu a Sagrada Comunhão às 7h30min e na ação de graças disse: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”. Assim, serenamente, às 8h20min entregou sua alma inocente a Deus.
Ele escolhe tantas vezes os pequeninos para tornar mais evidente as maravilhas de sua Graça. “Foi arrebatada para que a malícia não lhe mudasse o modo de pensar ou para que as aparências enganadoras não seduzissem a sua alma”. (Sb. 4,11).
Seu túmulo situa-se na quadra 06, n.º. 850, no Cemitério São João Batista (Botafogo). Até hoje é um dos mais visitados, sobretudo aos sábados e domingos, por inúmeras pessoas que ali acorrem para agradecer benefícios espirituais e temporais que atribuem à sua intercessão junto a Deus. Sua biografia oficial, lançada no ano seguinte de sua morte pelo Padre Afonso Maria Germe, causou grande comoção na sociedade carioca.
Eis como Odetinha rezava seu “Tercinho de amor”: nas contas pequenas – “Meu Jesus eu vos amo!”; nas contas grandes – “Quero passar meu céu fazendo bem à terra”; nas três últimas contas – “Meu Jesus, abençoai-me, santificai-me, enchei o meu coração de vosso amor”.
Oração
Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes.
Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem que, se for para a Vossa maior Glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus.
Unidos em Comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Colaboração: Marcylene Capper e Padre João Cláudio (Fonte: Arquidiocese do RJ)