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Na ONU, o drama dos cristãos
Em seu pronunciamento, Hilarion declarou-se preocupado com as inúmeras violações da liberdade de religião e pelas manifestações de violência contra representantes de diversas comunidades. “Em especial, gostaria de citar o problema da discriminação contra os cristãos, atualmente o grupo religioso mais perseguido do planeta. A cada cinco minutos, um cristão é morto por sua fé”, disse o Metropolita, acrescentando que são mais de 100 milhões os cristãos perseguidos no mundo.
Segundo ele, essas cifras devem obrigar a comunidade internacional não somente a discutir o problema da discriminação contra os cristãos, mas também a tomar medidas decisivas para sua defesa.
O metropolita ortodoxo falou da situação atual no Oriente Médio e em alguns países da Ásia e da África, que estão sofrendo processos dramáticos causados por revoluções, conflitos armados, confrontos políticos e conflitos de interesse econômico.
“Meu dever como representante do Patriarcado de Moscou é levantar a voz diante dessa Assembleia em defesa dos meus irmãos cristãos”, afirmou Hilarion, recordando que uma das principais tarefas das instituições internacionais, como a ONU, é a tutela dos Direitos Humanos.
“A liberdade de religião é um direito humano fundamental – destacou – e a nossa Igreja sempre se expressou contra toda forma de discriminação, perseguição e violência por motivos religiosos.”
O Metropolita concluiu fazendo votos de que a Organização das Nações Unidas preste a devida atenção ao problema da perseguição dos cristãos no mundo moderno, ajudando a comunidade internacional a criar um mecanismo eficaz para opor-se à discriminação por motivos religiosos.
(BF)
Certa
vez, um homem e uma mulher fascinados pela deslumbrante paisagem da
natureza, decidiram colocar-se a caminho em busca do horizonte. Andaram,
andaram, mas, à medida que avançavam, ele se afastava. Resolveram então
apressar o passo, não reclamar do cansaço, da sede e da fome. Mas,
inútil, o horizonte continuava longínquo e inalcançável. Cansados e
decepcionados, com os pés machucados e a sensação de ter se fatigado
inutilmente, disseram um ao outro: "Para que nos serve um horizonte se
nunca se deixa alcançar?" E uma voz lhes disse: "Para que continuem
sempre caminhando". (Eduardo Galeano)