sábado, 27 de outubro de 2012







Na ONU, o drama dos cristãos


Nova Iorque (RV) – O Presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, Metropolita Hilarion, interveio esta semana no Terceiro Comitê da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Em seu pronunciamento, Hilarion declarou-se preocupado com as inúmeras violações da liberdade de religião e pelas manifestações de violência contra representantes de diversas comunidades. “Em especial, gostaria de citar o problema da discriminação contra os cristãos, atualmente o grupo religioso mais perseguido do planeta. A cada cinco minutos, um cristão é morto por sua fé”, disse o Metropolita, acrescentando que são mais de 100 milhões os cristãos perseguidos no mundo.

Segundo ele, essas cifras devem obrigar a comunidade internacional não somente a discutir o problema da discriminação contra os cristãos, mas também a tomar medidas decisivas para sua defesa.

O metropolita ortodoxo falou da situação atual no Oriente Médio e em alguns países da Ásia e da África, que estão sofrendo processos dramáticos causados por revoluções, conflitos armados, confrontos políticos e conflitos de interesse econômico.

“Meu dever como representante do Patriarcado de Moscou é levantar a voz diante dessa Assembleia em defesa dos meus irmãos cristãos”, afirmou Hilarion, recordando que uma das principais tarefas das instituições internacionais, como a ONU, é a tutela dos Direitos Humanos.

“A liberdade de religião é um direito humano fundamental – destacou – e a nossa Igreja sempre se expressou contra toda forma de discriminação, perseguição e violência por motivos religiosos.”

O Metropolita concluiu fazendo votos de que a Organização das Nações Unidas preste a devida atenção ao problema da perseguição dos cristãos no mundo moderno, ajudando a comunidade internacional a criar um mecanismo eficaz para opor-se à discriminação por motivos religiosos.

(BF)




Reflexão para o 30º Domingo do Tempo Comum



Cidade do Vaticano (RV) - O Evangelho deste domingo nos relata a cura do cego Bartimeu. Ele se encontrava à beira do caminho dependendo da compaixão dos transeuntes. Em certa ocasião ouviu falar de Jesus, de suas palavras e ações e ficou atento. Um dia ao saber da aproximação do Senhor, começou a gritar implorando-lhe a cura. Os que passavam corrigiam-lhe para que se calasse. Ele não os escutou e gritava com voz mais forte. O Senhor o mandou chamar até onde estava. Ele, em uma atitude rápida, deixou seu manto e se aproximou de Jesus.

Vemos nesse relato, alguém que cansou de viver à margem da vida e soube que aquele que era a própria Vida estava passando e se avizinhava. Ele grita, coloca para fora de seu ser cansado o desejo de libertar-se dessa escravidão. Pessoas que lhe são próximas o mandam calar, pois julgam melhor que tudo continue como está, optam pela acomodação. Mas ele está decidido e quer ser liberto de tudo o que o marginaliza. Ele não se cala. Jesus, conhecendo tal opção, pede que as pessoas que estão ao lado, tragam-no até ele. Os intermediários cumprem seu papel e dizem que o Senhor o chama. O cego larga o manto, ou seja, larga a vida de dependência – já que era no manto, estendido à sua frente, que as pessoas depositavam as esmolas - e salta para a vida nova, de liberdade.

Este episódio nos ajuda a purificar nossa vontade e nos dar aquela coragem de que tanto gostaríamos possuir. Reclamar, queixar-se, fazer corpo mole, colocar a responsabilidade na vida ou nos outros, é algo que deparamos dentro de nós. Sair do acomodamento, ter de fato uma vontade firme e decidida é algo custoso que nos mantém na escravidão e na dependência das pessoas.

Aprendamos com Bartimeu a dar um basta a tudo aquilo que nos marginaliza, nos diminui a dignidade, nos torna comodamente dependentes. Um cristão deve ser ágil em sua opção pela vida e por uma vida digna.

O cego não teve dúvidas, gritou por Jesus e não deu atenção aos que o queriam calar. Quais são as pessoas, situações ou sistemas que nos desejam manter na escravidão? Quais são as pessoas ou situações enviadas por Deus que nos levam à libertação, à independência? Examinemos quais são nossas dependências, nossas acomodações e tenhamos coragem para eliminá-las! (CAS)

O caminho se faz ao andar

26/10/2012 | Rosa Clara Franzoi * "Para que nos serve um horizonte se nunca se deixa alcançar?"
Certa vez, um homem e uma mulher fascinados pela deslumbrante paisagem da natureza, decidiram colocar-se a caminho em busca do horizonte. Andaram, andaram, mas, à medida que avançavam, ele se afastava. Resolveram então apressar o passo, não reclamar do cansaço, da sede e da fome. Mas, inútil, o horizonte continuava longínquo e inalcançável. Cansados e decepcionados, com os pés machucados e a sensação de ter se fatigado inutilmente, disseram um ao outro: "Para que nos serve um horizonte se nunca se deixa alcançar?" E uma voz lhes disse: "Para que continuem sempre caminhando". (Eduardo Galeano)
O caminho é a gente que faz
Quando um jovem decide construir o seu futuro, o horizonte parece distante... Mas, cuidado que o tempo voa! Nunca é cedo demais para começar a descobrir a direção a tomar. É um assunto de máxima importância, pois se trata de vida ou morte: ou seremos pessoas felizes, ou pessoas frustradas. Nesta busca, três coisas são importantes: primeira, saber que o caminho não está traçado; segunda, o caminho se faz passo a passo; terceira, determinação e persistência. Há uma música que diz: "caminheiro, você sabe, não existe caminho; passo a passo, pouco a pouco e o caminho se faz". Muita gente, achando que a trilha já está pronta, começa a percorrê-la, rotineiramente, sem conhecê-la e sem ponderar as consequências. A rotina e a falta de clareza podem prejudicar a busca e frustrar a pessoa. Quem, porém, se coloca a caminho em busca do seu futuro já deve ter algum vislumbre do horizonte, do ponto de chegada; por isso, é só ir em frente com o olhar fixo na meta, sem ceder ao cansaço, às incertezas, ao desânimo e às vozes que indicam outras direções.
Vocação missionária
Outubro é o mês dedicado às Missões. A vocação missionária é muito bonita, porque é a vocação do próprio Jesus. Ele passou a vida toda colocando os alicerces para a construção do seu Reino. Após a sua ressurreição, antes de subir ao céu, ele pediu aos seus Apóstolos que continuassem e fizessem como ele fez. E eles foram até os confins do mundo, tornando discípulos do Mestre todos os que encontravam. Hoje, na Igreja, há muitos jovens - rapazes e moças - que atraídos por este ideal, deixam tudo, inclusive o seu país, para anunciar o Reino e seus valores, nos lugares mais distantes e difíceis, onde há pessoas que precisam de um reforço na fé em Jesus Cristo e no seu Evangelho. Depois da Conferência de Aparecida, 2007, a Igreja convida, todos, leigos e leigas, a serem discípulos missionários de Jesus, pois este é um direito e um dever que lhes vêm do Batismo. O nosso mundo, a nossa cidade e a nossa comunidade precisam ser re-evangelizados. Então, mãos à obra!
* Rosa Clara Franzoi, MC, é animadora vocacional. Publicado na revista Missões, N. 08 - outubro 2012.
Fonte: Revista Missões