segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sejamos prontos em aprender e ensinar os bons costumes

Precisamos aprender as boas coisas e copiar para nossas vidas os costumes salutares para o nosso corpo e alma.
É interessante que os discípulos de Jesus, ao verem-No todos os dias sair para rezar, também foram cultivando no coração este desejo a ponto de um dia pedirem a Ele: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”( Lc 11,1b).
E Jesus foi pronto em ensinar: “Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu Nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação” (Lc 11,2-3).
Cultivemos em nosso coração a prontidão interior em querer aprender as boas obras e ensiná-las aos demais, assim como Jesus ensinou aos discípulos d’Ele a rezar, sem pôr empecilhos.
Tenhamos a mesma coragem que os discípulos tiveram, e peçamos a Jesus: Senhor, ensina-nos a rezar, a fazer o bem, a amar o próximo, e, com certeza, Ele prontamente ensinar-nos-á. Sozinhos não somos capazes de uma boa ação, somente com o auxílio de Jesus conseguimos ter atitudes de verdadeiros filhos e filhas de Deus.
Aproximemo-nos do Senhor com confiança, porque Ele está à nossa espera.
Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Canção Nova / Luzia Santiago)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Reflexão: vaidade mística

Tenho medo dos que se rendem à vaidade mística, dos que se sentem superiores por conta da religião que praticam. 
(Padre Fábio de Melo)

Precisamos dessa reflexão...

Racionem comigo os que hoje se sentem perdedores! NA HORA DA CRUZ , JESUS ERA MENOS JESUS DO QUE O JESUS VITORIOSO E RESSUSCITADO? 
(Padre Zezinho)

Bento XVI pede o fim dos conflitos armados no mundo


A Semana de Oração pela unidade dos cristãos "é um momento que desperta o desejo e o compromisso espiritual com a plena comunhão", disse o Papa.
O Papa Bento XVI invocou neste domingo, 20, o fim da violência e da matança de civis indefesos nos vários conflitos armados em andamento no mundo. O apelo foi lançado diante dos fiéis que se reuniram na Praça São Pedro, no Vaticano, para a oração dominical do Angelus.

No encontro, o Papa refletiu ainda sobre o Evangelho deste domingo, centrado no episódio das Bodas de Caná, quando Jesus transformou a água em vinho, no primeiro sinal de seus milagres.

“A Igreja é a esposa de Cristo, que faz dela ‘bela e santa’; todavia, esta esposa, formada por seres humanos, precisa sempre de purificação. Uma das mais graves culpas que deturpam a imagem da Igreja é a contrária à sua unidade visível, especialmente as históricas divisões que separaram os cristãos e que ainda não foram resolvidas”.

Como todos os anos, no Hemisfério Norte, celebra-se neste período a Semana de Oração pela unidade dos cristãos, “um momento – ressaltou Bento XVI – que desperta o desejo e o compromisso espiritual com a plena comunhão”.
Foi o que testemunhou o Papa na vigília presidida por ele no último dia 29 de dezembro com os jovens da comunidade de Taizé. “E assim será na próxima sexta-feira, 25, quando presidirei as tradicionais Vésperas ecumênicas de encerramento da Semana, na Basílica de São Paulo”, prosseguiu.

Bento XVI encorajou os cristãos a rezarem juntos para que se realize aquilo que o Senhor deseja, assim como diz o tema desta edição da Semana. “Que nos vários conflitos, infelizmente existentes, cessem as matanças de civis indefesos, tenha fim toda violência e se encontre a coragem para ao diálogo e a negociação”.

Após a oração mariana, Bento XVI cumprimentou as pessoas presentes em sete línguas, convidando todos a rezarem para que, em breve, os cristãos possam voltar a ser “uma só coisa em Cristo”.

Na ocasião, o Papa também incluiu o português em meio às saudações, invocando a proteção de Maria sobre as famílias:

“Dirijo agora uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Senhor Bispo Dom Gilberto com os seus fiéis da diocese de Setúbal, sobre todos invocando a solicitude materna da Virgem Maria para que, em cada lar cristão, se mantenha viva a chama da fé, do amor e da concórdia, como suma e preciosa herança cuja entrega aos filhos deve acontecer em vida dos pais. A todos vós, às vossas famílias e às vossas terras: saúde, paz e a graça do Senhor, com a minha Bênção!”.
Fonte: Canção Nova

Reflexão

Cuidado com a pregação dos cristãos da fé vitoriosa. Perder com Cristo também é vencer com Ele. Saber perder por amor também é santidade. 
( Padre Zezinho)






A mão estendida dos jovens em marcha, pintada no rosto, ou sobre o peito, quer chamar a atenção da sociedade para uma dura realidade vivida no Brasil. Esse símbolo grita: “Basta! Chega de violência e extermínio de jovens!”.
A Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens nasceu entre os anos 2008 e 2009. É uma ação coletiva das quatro pastorais da juventude atuantes no País – Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP).  Tem como objetivo articular ações para combater o avanço da violência sofrida pelos jovens.
Jovens que morrem – A Campanha vem chamar a atenção para o fato de que não se pode abordar o tema da violência apenas de maneira generalizada. “Muitas instâncias da sociedade não compreendem que a violência contra a juventude e pela juventude talvez seja um dos pontos centrais para discutir a violência de maneira geral na sociedade”, ressalta o jovem Francisco Antonio Crisóstomo de Oliveira (Thiesco), secretário nacional da PJ. Ele destaca que as recentes pesquisas sobre violência mostram que as taxas de criminalidade no Brasil, em boa parte, ou são os jovens os causadores, ou são eles os mais afetados.
De acordo com o Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil, publicado pelo Ministério da Justiça em parceria com o Instituto Sangari, o homicídio é a principal causa de morte de jovens entre 15 e 24 anos no País. No período entre os anos 1998 e 2008, enquanto 1,8% das mortes entre adultos foi causada por homicídios, no grupo jovem a taxa chegou a 39,7%. O estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte os jovens nos grandes centros urbanos e também no interior do País. Em alguns estados a situação é mais grave. Alagoas, Espírito Santo e Pernambuco apresentam os piores índices, com mais de 100 vítimas a cada 100 mil jovens.
Já o Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil, estudo feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso-Brasil), acrescentou às estatísticas a informação de que as mortes por assassinato entre os jovens negros no País são, proporcionalmente, duas vezes e meia maior do que entre os jovens brancos.
Políticas públicas – Esses números mostram que a violência que atinge os jovens não pode ser enfrentada apenas no âmbito da segurança pública, mas também por outras políticas, como educação, emprego, moradia, entre outras. A Campanha protagonizada pelos jovens também influenciou ações concretas do poder público. O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), que reúne diversas organizações da sociedade, como a PJ, possui um grupo de trabalho de enfrentamento e monitoramento das questões que dizem respeito à violência contra jovens com um foco especial  para a juventude negra. Esse grupo de trabalho motivou a Secretaria Nacional de Juventude e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial a criarem um plano do Governo Federal chamado Juventude Viva.
O Plano reúne ações de prevenção para reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência, a partir da criação de oportunidades de inclusão social, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio e do aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional. Também o próprio Estatuto da Juventude, em tramitação no Senado, apresenta uma série de políticas que contribuem no combate à violência contra os jovens.
Extermínio – Alguns setores da sociedade não aderem completamente à Campanha, pelo fato de ela também denunciar que jovens estão sendo exterminados. “Quando trabalhamos a questão do extermínio, nós falamos da existência dos grupos de extermínio. Na nossa realidade, isso está muito ligado a grupos institucionais, como milícias, tráfico, em que até policiais participam. Esse foi um ponto que, de certa forma, atrapalhou na articulação da Campanha com alguns setores da sociedade”, explica Thiesco.
Um caso de extermínio recente em que a Pastoral da Juventude se engajou e tem articulado algumas ações em busca de Justiça foi a chacina ocorrida na região de Nova Iguaçu (RJ). No dia 8 de setembro, seis jovens, com idades entre 16 e 19 anos, foram sequestrados na Baixada Fluminense. Os corpos das vítimas foram encontrados dois dias depois, às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu. Eles foram executados porque teriam sido identificados como moradores de um morro dominado por uma facção rival à dos 14 acusados pela chacina, ligada ao tráfico de drogas.
Dentro e fora da Igreja – Embora a Campanha tenha nascido nas pastorais eclesiais, vários movimentos sociais de dentro e de fora da Igreja aderiram à iniciativa. Nos últimos anos, a Campanha se expandiu pelo País de diversas formas, especialmente em marchas contra a violência, audiências públicas com os governos federal, estaduais e municipais, mas principalmente nas bases onde as PJs estão organizadas.
Em 2013, a Igreja dará mais destaque para a Juventude não apenas com a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro (RJ), mas também com a Campanha da Fraternidade (CF), que terá como tema a Juventude. “Temos grandes possibilidades de promover debates nas comunidades, para apresentar a realidade juvenil brasileira e estimular um olhar para suas realidades locais”, ressalta Thiesco.
O jovem Thiesco também chama a atenção de todos para que essa não seja apenas uma preocupação da Juventude. “Quando falamos em violência e extermínio de jovens, deixamos de olhar para a dimensão da família, por exemplo, primeira célula da sociedade e da comunidade eclesial. Quantas famílias estão sendo esfaceladas pela violência! Que as famílias também possam se engajar nessa luta pela vida da juventude.” 
Fonte: Revista Família cristã


Mãe de Deus
Dom Murilo S. R. Krieger, scj *
Havia na Ilha de Creta, na Grécia, uma pintura bizantina sobre madeira dourada, um ícone, da Virgem Maria, muito venerada pela população. Andreas Ritzos, pintor grego do século 15, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por essa razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Ao certo quem a fez e quando, não o sabemos. O certo é que foi transportada para Roma e entronizada solenemente na Capela de São Mateus, em 1499. Ali permaneceu,

recebendo as homenagens dos fiéis durante três séculos. Em 1798, a guerra destruiu o templo, sendo, porém, salvo o quadro, graças aos religiosos agostinianos, que o levaram para a Igreja de Santa Maria, do outro lado da cidade de Roma. Com o passar do tempo, os religiosos se dispersaram, e o quadro caiu no esquecimento. Em meados do século 19, o papa Pio IX chamou os padres redentoristas a Roma, tendo estes se estabelecido no antigo convento dos agostinianos, no local onde existira a Igreja de São Mateus. Foi então que um dos religiosos encontrou documentos relativos a um ícone da Virgem Maria, famoso pelos seus milagres.
Finalmente, em 1866, o quadro foi conduzido solenemente ao seu santuário, no Monte Esquilino, por ordem do Santo Padre, que recomendou aos Redentoristas: "Fazei com que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro". No Brasil, essa invocação a Maria surgiu no final do século XIX, com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor, que chegaram ao País em 1893.
Sentido do ícone − Maria em posição frontal, num braço ela acolhe e carrega Jesus e, com o outro, o aponta para quem olha para o quadro, aludindo no gesto à frase: “Ele é o caminho”. A tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido planejamento das vestes do ícone. Mas o que chama a atenção é o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.
A Virgem Maria está vestida com uma túnica de cor púrpura, sinal da divindade na qual ela excepcionalmente está próxima. O manto azul escuro, que também lhe cobre a cabeça indica sua humanidade. O Menino Jesus, embora criança, tem uma expressão de maturidade que convém a um Deus eterno.
Sentado no braço esquerdo da Mãe, Jesus olha apreensivo para os elementos que simbolizam sua pai-xão. Suas mãozinhas apertam a mão de Maria, como que para pedir-lhe proteção. Ao ver esses instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.
Os arcanjos Gabriel e Miguel, na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão de Jesus Cristo. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (cf. Jo19,29).
Próximas às figuras, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.
Maria e João Paulo II − No ano de 1999, o papa João Paulo II realizou uma viagem apostólica à Polônia, cidade de Wadowice,  segue um trecho da homilia do santo padre, 16 de junho,   nas vésperas  e coroação da imagem da Bem Aventurada Virgem Maria com o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Em seguida a oração por ele proferida.
“Os nossos antepassados sempre estiveram convencidos do insubstituível papel da Mãe de Deus na vida da Igreja e de todo o cristão. No decurso dos últimos cem anos, os habitantes de Wadowice exprimiam-no de modo particular quando se reuniam com veneração diante da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a escolhiam como Mediadora, Padroeira da vida pessoal, familiar e social.”
Oração
“Sob a tua proteção, Maria, procuramos refúgio.
À tua proteção confiamos à história desta cidade, da Igreja e de toda a Pátria.
Ao teu amor materno confiamos cada um de nós, das nossas famílias e da sociedade inteira.
Não desprezes a súplica de nós que estamos na provação e livra-nos sempre de todo o perigo.
Maria, pede para nós a graça da fé, da esperança e da caridade, a fim de que, sob o teu exemplo e a tua guia, levemos o testemunho do amor do Pai, da morte redentora e da ressurreição do Filho e da ação santificadora do Espírito Santo.
Permanece sempre conosco!
Virgem gloriosa e bendita,
Nossa Senhora, nossa Advogada,
Nossa Medianeira,
Nossa Consoladora, nossa Mãe!
Amém.
* Esse texto foi retirado do livro Com Maria, a Mãe de Jesus, do autor dom Murilo S. R. Krieger, scj, arcebispo de Salvador (BA). Paulinas Editora
Fonte: Revista Família Cristã