"Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei!" (Salmos 111, 1)
sábado, 17 de novembro de 2012
Home > Igreja > 16/11/2012 18:51:00


Simpósio da Penitenciaria Apostólica: A Penitência entre Gregório VII e Bonifácio VIII
Cidade do Vaticano (RV) -
Teve início nesta sexta-feira, em Roma, no Palácio da Chancelaria, o
simpósio promovido pela Penitenciaria Apostólica sobre o tema "A
Penitência entre Gregório VII e Bonifácio VIII".
Participam do evento os estudantes das universidades pontifícias e estatais da capital, apaixonados por história da Igreja, direito canônico, liturgia e pastoral, autoridades eclesiásticas e civis. Os trabalhos foram abertos pelo Cardeal Manuel Monteiro de Castro, que preside à Penitenciaria Apostólica.
"É um período histórico de grande importância política, mas também de forte conotação religiosa porque amadurecia cada vez mais no coração dos pontífices, a consciência de que fosse necessária uma nova cristianização do mundo. Um projeto que exigia necessariamente uma vasta obra de reforma e que dava ao clero um papel de liderança na sociedade" – explicou o purpurado o valor do tema.
Segundo o Cardeal Castro, "o simpósio deste ano se insere no contexto muito particular do Ano da Fé e se realiza logo após o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã".
"Nesta ocasião, foi reiterado por alguns Padres sinodais que a nova evangelização também passa pelo confessionário. O Sacramento da Penitência é um instrumento eficaz, que regenera o ser humano a partir de dentro, porque o ajuda a descobrir a verdade sobre si mesmo, ou seja, de ser filho predileto do Pai, rico em misericórdia e sempre disposto a lhe dar incondicionalmente o seu perdão e paz" – concluiu o purpurado. (MJ)
Simpósio da Penitenciaria Apostólica: A Penitência entre Gregório VII e Bonifácio VIII
Participam do evento os estudantes das universidades pontifícias e estatais da capital, apaixonados por história da Igreja, direito canônico, liturgia e pastoral, autoridades eclesiásticas e civis. Os trabalhos foram abertos pelo Cardeal Manuel Monteiro de Castro, que preside à Penitenciaria Apostólica.
"É um período histórico de grande importância política, mas também de forte conotação religiosa porque amadurecia cada vez mais no coração dos pontífices, a consciência de que fosse necessária uma nova cristianização do mundo. Um projeto que exigia necessariamente uma vasta obra de reforma e que dava ao clero um papel de liderança na sociedade" – explicou o purpurado o valor do tema.
Segundo o Cardeal Castro, "o simpósio deste ano se insere no contexto muito particular do Ano da Fé e se realiza logo após o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã".
"Nesta ocasião, foi reiterado por alguns Padres sinodais que a nova evangelização também passa pelo confessionário. O Sacramento da Penitência é um instrumento eficaz, que regenera o ser humano a partir de dentro, porque o ajuda a descobrir a verdade sobre si mesmo, ou seja, de ser filho predileto do Pai, rico em misericórdia e sempre disposto a lhe dar incondicionalmente o seu perdão e paz" – concluiu o purpurado. (MJ)
Mensagem do Papa ao "Átrio dos Gentios", nestes dias, em Portugal - Guimarães e Braga


Este o texto da mensagem do Papa, lida sexta-feira ao fim da tarde, em Guimarães:
"Queridos amigos,
Com viva gratidão e afecto, saúdo todos os congregados no «Átrio dos Gentios», que se inaugura em Portugal nos dias 16 e 17 de Novembro de 2012, reunindo crentes e não-crentes ao redor da aspiração comum de afirmar o valor da vida humana sobre a maré crescente da cultura da morte.
Na realidade, a consciência da sacralidade da vida que nos foi confiada, não como algo de que se possa dispor livremente, mas como dom a guardar fielmente, pertence à herança moral da humanidade. «Mesmo entre dificuldades e incertezas, cada homem sinceramente aberto à verdade e ao bem, com a luz da razão e não sem o secreto influxo da graça, pode chegar a reconhecer na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15) o valor sagrado da vida humana desde o primeiro momento do seu início até ao seu termo» (Enc. Evangelium vitæ, 2). Não somos produto casual da evolução, mas cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus: somos amados por Ele.
Mas, se a razão pode alcançar tal valor da vida, porquê chamar em causa Deus? Respondo citando uma experiência humana. A morte da pessoa amada é, para quem a ama, o acontecimento mais absurdo que se possa imaginar: aquela é incondicionalmente digna de viver, é bom e belo que exista (o ser, o bem e o belo, como diria um metafísico, equivalem-se transcendentalmente). Entretanto, a mesma morte da mesma pessoa aparece, aos olhos de quem não ama, como um acontecimento natural, lógico (não absurdo). Quem tem razão? Aquele que ama («a morte desta pessoa é absurda») ou o que não ama («a morte desta pessoa é lógica»)?
A primeira posição só é defensível, se cada pessoa for amada por um Poder infinito; e aqui está o motivo por que foi preciso apelar a Deus. De facto, quem ama não quer que a pessoa amada morra; e, se pudesse, impedi-lo-ia sempre. Se pudesse… O amor finito é impotente; o Amor infinito é omnipotente. Ora, esta é a certeza que a Igreja anuncia: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Sim! Deus ama cada pessoa e, por isso, é incondicionalmente digna de viver. «O sangue de Cristo ao mesmo tempo que revela a grandeza do amor do Pai, manifesta como o homem é precioso aos olhos de Deus e como seja inestimável o valor da sua vida» (Enc. Evangelium vitæ, 25).
Na modernidade, porém, o homem quis subtrair-se ao olhar criador e redentor do Pai (cf. Gn 4, 14), fundando-se sobre si mesmo e não sobre o Poder divino. Quase como sucede nos edifícios de cimento armado sem janelas, onde é o homem que provê ao clima e à luz; e, no entanto, mesmo em tal mundo auto-construído, vai-se beber aos «recursos» de Deus, que são transformados em produtos nossos. Que dizer então? É preciso tornar a abrir as janelas, olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo. De facto, o valor da vida só se torna evidente, se Deus existe. Por isso, seria bom se os não-crentes quisessem viver «como se Deus existisse». Ainda que não tenham a força para acreditar, deviam viver na base desta hipótese; caso contrário, o mundo não funciona. Há tantos problemas que devem ser resolvidos, mas nunca o serão de todo, se Deus não for colocado no centro, se Deus não se tornar de novo visível no mundo e determinante na nossa vida. Aquele que se abre a Deus não se alheia do mundo e dos homens, mas encontra irmãos: em Deus caem os nossos muros de separação, somos todos irmãos, fazemos parte uns dos outros.
Meus amigos, gostava de concluir com estas palavras do Concílio Vaticano II aos homens de pensamento e de ciência: «Felizes os que, possuindo a verdade, a procuram ainda a fim de a renovar, de a aprofundar, de a dar aos outros» (Mensagem, 8 de Dezembro de 1965). Tal é o espírito e a razão de ser do «Átrio dos Gentios». A vós comprometidos de várias maneiras neste significativo empreendimento, manifesto o meu apoio e dirijo o meu mais sentido encorajamento. O meu afecto e a minha bênção vos acompanham hoje e no futuro."
Vaticano, 13 de Novembro de 2012. (FONTE: RV)
"Queridos amigos,
Com viva gratidão e afecto, saúdo todos os congregados no «Átrio dos Gentios», que se inaugura em Portugal nos dias 16 e 17 de Novembro de 2012, reunindo crentes e não-crentes ao redor da aspiração comum de afirmar o valor da vida humana sobre a maré crescente da cultura da morte.
Na realidade, a consciência da sacralidade da vida que nos foi confiada, não como algo de que se possa dispor livremente, mas como dom a guardar fielmente, pertence à herança moral da humanidade. «Mesmo entre dificuldades e incertezas, cada homem sinceramente aberto à verdade e ao bem, com a luz da razão e não sem o secreto influxo da graça, pode chegar a reconhecer na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15) o valor sagrado da vida humana desde o primeiro momento do seu início até ao seu termo» (Enc. Evangelium vitæ, 2). Não somos produto casual da evolução, mas cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus: somos amados por Ele.
Mas, se a razão pode alcançar tal valor da vida, porquê chamar em causa Deus? Respondo citando uma experiência humana. A morte da pessoa amada é, para quem a ama, o acontecimento mais absurdo que se possa imaginar: aquela é incondicionalmente digna de viver, é bom e belo que exista (o ser, o bem e o belo, como diria um metafísico, equivalem-se transcendentalmente). Entretanto, a mesma morte da mesma pessoa aparece, aos olhos de quem não ama, como um acontecimento natural, lógico (não absurdo). Quem tem razão? Aquele que ama («a morte desta pessoa é absurda») ou o que não ama («a morte desta pessoa é lógica»)?
A primeira posição só é defensível, se cada pessoa for amada por um Poder infinito; e aqui está o motivo por que foi preciso apelar a Deus. De facto, quem ama não quer que a pessoa amada morra; e, se pudesse, impedi-lo-ia sempre. Se pudesse… O amor finito é impotente; o Amor infinito é omnipotente. Ora, esta é a certeza que a Igreja anuncia: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Sim! Deus ama cada pessoa e, por isso, é incondicionalmente digna de viver. «O sangue de Cristo ao mesmo tempo que revela a grandeza do amor do Pai, manifesta como o homem é precioso aos olhos de Deus e como seja inestimável o valor da sua vida» (Enc. Evangelium vitæ, 25).
Na modernidade, porém, o homem quis subtrair-se ao olhar criador e redentor do Pai (cf. Gn 4, 14), fundando-se sobre si mesmo e não sobre o Poder divino. Quase como sucede nos edifícios de cimento armado sem janelas, onde é o homem que provê ao clima e à luz; e, no entanto, mesmo em tal mundo auto-construído, vai-se beber aos «recursos» de Deus, que são transformados em produtos nossos. Que dizer então? É preciso tornar a abrir as janelas, olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo. De facto, o valor da vida só se torna evidente, se Deus existe. Por isso, seria bom se os não-crentes quisessem viver «como se Deus existisse». Ainda que não tenham a força para acreditar, deviam viver na base desta hipótese; caso contrário, o mundo não funciona. Há tantos problemas que devem ser resolvidos, mas nunca o serão de todo, se Deus não for colocado no centro, se Deus não se tornar de novo visível no mundo e determinante na nossa vida. Aquele que se abre a Deus não se alheia do mundo e dos homens, mas encontra irmãos: em Deus caem os nossos muros de separação, somos todos irmãos, fazemos parte uns dos outros.
Meus amigos, gostava de concluir com estas palavras do Concílio Vaticano II aos homens de pensamento e de ciência: «Felizes os que, possuindo a verdade, a procuram ainda a fim de a renovar, de a aprofundar, de a dar aos outros» (Mensagem, 8 de Dezembro de 1965). Tal é o espírito e a razão de ser do «Átrio dos Gentios». A vós comprometidos de várias maneiras neste significativo empreendimento, manifesto o meu apoio e dirijo o meu mais sentido encorajamento. O meu afecto e a minha bênção vos acompanham hoje e no futuro."
Vaticano, 13 de Novembro de 2012. (FONTE: RV)
"Verdadeiramente Tu és Deus escondido.
As maiores comunicações e as mais elevadas e sublimes notícias de Deus
que a alma possa ter nesta vida, nada disso é Deus em Sua essência nem
tem a ver com Ele, pois, na verdade, Deus permanece sempre escondido
para a alma.
É conveniente, então, que ela O tenha sempre como
escondido e acima de todas essas grandezas e O busque sempre escondido!"
(S. João da Cruz)
As maiores comunicações e as mais elevadas e sublimes notícias de Deus que a alma possa ter nesta vida, nada disso é Deus em Sua essência nem tem a ver com Ele, pois, na verdade, Deus permanece sempre escondido para a alma.
É conveniente, então, que ela O tenha sempre como escondido e acima de todas essas grandezas e O busque sempre escondido!" (S. João da Cruz)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Como um livro aberto sobre a vida
13/11/2012 - Por: faculdadecn
«É bom ser idosos!». Foi a mensagem
que Bento XVI deixou esta manhã, segunda-feira, 12 de Novembro, dentro
dos muros da casa-família da comunidade de Santo Egídio, em Roma – onde
foi «como idoso em visita aos seus coetâneos» disse – mas idealmente
dirigido a todas as pessoas idosas do mundo, por ocasião do ano europeu
do envelhecimento activo e da solidariedade entre as gerações.
Bento XVI ressaltou o valor da
longevidade, que é uma «bênção de Deus», e partilhou com os seus
coetâneos a vastidão das oportunidades que se apresentam neste momento
particular da vida, que devem ser aceites na consciência de que, mesmo
nas dificuldades, sofrimentos e «alguns achaques», cada um «é querido e
amado por Deus, cada um é importante e necessário».
E sobretudo para as novas gerações, as
quais podem encontrar indicações preciosas para o caminho da vida. Aos
jovens o Papa recomendou substancialmente o valor da solidariedade entre
as gerações. Ser «apoiados e acompanhados, sentir o afecto dos outros» é
importante em cada fase da vida porque «ninguém pode viver sozinho e
sem ajuda». Do valor da solidariedade o Papa tinha falado ontem,
domingo 11 de Novembro, durante o habitual encontro de oração do Angelus
com os fiéis reunidos em São Pedro.
«Ninguém é tão pobre que não possa doar
algo» disse comentando o episódio evangélico da viúva que apresenta a
sua oferta no Templo de Jerusalém. A espontaneidade do gesto daquela
pobre mulher iluminada pela graça, confirma «a unidade inseparável entre
fé e caridade, como também entre o amor de Deus e o amor do próximo».
O Papa recordou depois a beata Maria
Luisa Prosperi, monja e abadessa do mosteiro beneditino de Trevi que
viveu na primeira metade do século XIX, beatificada sábado passado em
Espoleto, Por fim um pensamento aos agricultores de toda a Itália no dia
do agradecimento pelos frutos da terra e a saudação aos polacos pela
celebração da festa da independência.
FONTE: l’Osservatore Romano
Conversa, sexta feira, 16 de novembro 2012 (Marcelo Barros)
Hoje participei pela manhã da assembléia
arquidiocesana de pastoral. Muita gente e de fato muitos leigos e
leigas. É bom ver uma Igreja em busca e aberta à missão, grande tema da
assembléia. O coordenador de pastoral explicou que a opção foi construir
juntos todo o plano de pastoral. Que bom. Deus seja bendito por essa
opção. Ali eu vi padres de movimentos espiritualistas de hoje como
"Arautos do Evangelho", pessoal carismático e outros. Vi um padre casado
que acompanha a pastoral da saúde e quis ver alguém mais ligado às
pastorais populares, como dos lavradores, dos operários, etc...
Encontrei um casal histórico do "Encontro de irmãos", grande movimento
de evangelização do tempo de Dom Hélder. Se eu puder, quero colaborar
para que essas pessoas possam de novo sentir-se em casa nas reuniões da
nossa Igreja.
Em uma breve intervenção, recordei que
hoje é aniversário do dia em que mais de cem bispos, liderados por Dom
Hélder, em Roma, durante o Concílio, em 1965 (há 47 anos), assinaram o
chamado "Pacto das Catacumbas", um documento que se tornou como o
documento do Concílio Vaticano II, embora não tenha sido um documento do
concílio, sobre a Igreja dos pobres.
Para nós do Recife, essa data tem um
significado ainda mais simbólico porque, nesse dia, o nosso irmão padre
João Pubben, profeta de Deus e amigo dos pobres, deixou a Bélgica em um
navio e veio para o Brasil, onde está até hoje, no serviço ao reino de
Deus acontecendo no meio dos pequeninos. Parabéns.
Em homenagem a ele e para nos ajudar a
"retomar o primeiro amor", como diz o Apocalipse, quero reproduzir aqui o
documento assinado nesse dia (em 1965) em uma catacumba romana por Dom
Hélder Câmara e 126 bispos do mundo inteiro:
Pacto das Catacumbas
As treze resoluções de bispos anônimos
“Nós,
bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de
nossa vida de pobreza segundo o Evangelho, incentivados uns pelos outros, numa
iniciativa em que cada um de nós queria evitar a singularidade e a presunção,
sobretudo com a graça e a força de nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos
fiéis e dos sacerdotes de nossas dioceses, na humildade e na consciência de
nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e com toda a força de que
Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos com o que segue:
1 - Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no
que diz respeito à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo o
que daí se segue. Cf. Mt 5, 3; 6, 33- 34; 8, 20.
2 - Renunciamos para sempre à aparência e à realidade da riqueza,
especialmente no traje, (tecidos ricos, cores berrantes), nas insígnias de
material precioso (devem esses signos ser, de fato, evangélicos). Cf. Mc 6, 9;
Mt 10, 9- 10; At 3, 6. Nem ouro nem prata.
3 - Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem contas em banco, em
nosso próprio nome, e se for preciso possuir, poremos tudo em nome da diocese,
ou das obras sociais e caritativas. Cf. Mt 6, 19- 21; Lc 12, 33- 34.
4 - Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e
material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do
seu valor apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e
apóstolos. Cf. Mt 10, 8; At 6, 1- 7.
5 - Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e
títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência,
Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de irmãos. Cf. Mt
20, 25- 28; 23, 6- 11; Jô 13, 12- 15.
6 – No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos
aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma
preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex: banquetes oferecidos ou
aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 15, 9- 13; 2 Cor 12, 4.
7 - Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisongear a vaidade de
quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por
qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem suas dádivas
como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt
6, 2- 4; Lc 15, 9- 13; 2 Cor 12, 4.
8 - Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão,
coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos
laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique
as outras pessoas e grupos da diocese. Ampararemos os leigos, religiosos,
diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizar os pobres e operários pela
participação e partilha na vida operária e no trabalho. Cf. Lc 4, 18- 19; Mc 6,
4; Mt 11, 4- 5; At 18, 3- 4; 20, 33- 35; 1 Cor 4, 12 e 9, 1- 27.
9 - Cônscios das exigências da justiça e da
caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de
“beneficiência” em obras sociais baseadas
ba caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como
um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25, 31- 46; Lc
13, 12- 14 e 33- 34.
10 - Poremos tudo em obra para que os
responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e
ponham em prática as leis, as estruturas
e as instituições sociais necessárias
à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do ser humano
todo e de toda a humanidade, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social,
nova, digna dos filhos e filhas de Deus. Cf. At 2, 44- 45; 4, 32- 35; 5, 4; 2
Cor 8 e 9 inteiros, 1 Tm 5, 16.
11 – Pelo fato de que compreendemos a colegialidade
dos bispos como a realização mais evangélica da missão, sentimos que devemos
assumir o encargo comum das massas humanas em estado de miséria física,
cultural e moral – dois terços da humanidade. Por isso, nos comprometemos:
- a participar, conforme nossos meios, dos
investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres;
- a requerer, junto ao
plano dos organismos internacionais, mas tessemunhando o Evangelho, como fez o
papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não
mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim
permitam às massas pobres saírem de sua miséria.
12 - Comprometemo-nos a partilhar, na caridade
pastoral, nossa vida com nossos irmãos
em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério se
constitua como um verdadeiro serviço; assim:
- esforçar-nos-emos para
“revisar a nossa vida” com eles;
- suscitaremos colaboradores para serem mais
animadores segundo o espírito, do que chefes segundo o mundo;
procuraremos ser mais
humanamente presentes e acolhedores…
- mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual
for a sua religião. Cf.
13 – Tornados às nossas dioceses respectivas,
daremos a conhecer aos nosso diocesanos a nossa resolução, pedindo-lhes que nos
ajudem por sua compreensão, sua colaboração e suas preces.
Que Deus nos ajude a
sermos fiéis” [1].
Assinar:
Postagens (Atom)